A relação dos não-lugares com a atuação do jornalista flexitempo na produção do telejornal JPB2
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2025v21n08.75211Palavras-chave:
Telejornalismo. Jornalista Flexitempo. Não-lugares. TV Paraíba.Resumo
Pesquisas científicas e experiências profissionais apontam uma reconfiguração nas redações jornalísticas, exigindo novas compreensões sobre as rotinas produtivas. Esta pesquisa investiga as transformações no trabalho dos jornalistas do telejornal JPB2, da TV Paraíba (afiliada da TV Globo), em Campina Grande/PB, à luz do conceito de jornalista flexitempo (Sennett, 2009; Oliveira et al., 2021). Inserido no capitalismo pós-industrial, o setor passa por intensas mudanças impulsionadas pelas tecnologias digitais que ampliam o acúmulo de funções e a atuação em "não-lugares" (Augé, 1994). Por meio de entrevistas semiestruturadas com sete jornalistas (Duarte; Barros, 2015), foi possível compreender as dinâmicas do trabalho flexível, marcado por múltiplas tarefas, horários desestruturados e uso intensivo de ferramentas digitais. Os depoimentos revelam como essas tecnologias são centrais para a consolidação do modelo flexitempo nas práticas em não-lugares.



