Infografia e Quadrinhos: distâncias e parentescos. Ou: um início de pesquisa
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2025v21n10.76510Palavras-chave:
Infografia. Quadrinhos. Esquemas de superficialidade.Resumo
O presente artigo pretende discutir algumas imagens que podem ser consideradas tanto como “protoinfográficas” quanto como “protoquadrinísticas” à luz do que propomos denominar de “esquemas de superficialidade”, conceito este surgido a partir das concepções de “esquema de inteligibilidade” (Berthelot, s.d.) e de “superficialidade” de Moles (1991). Assim, busca-se aplicar tal categoria a peças como os arranjos visuais narrados pelos Bänkelsängers alemães no século XIV; alguns desenhos oriundos dos Hokusai Manga impressos no Japão em fins do século XIX; e algumas ilustrações panópticas publicadas por Bertall e Albert Robida em semanários franceses do século XIX. Para além dos esquemas inicialmente percebidos em tais peças, nota-se também os riscos de uma análise baseada apenas em noções como “horizontalidade” e “narrativa” no âmbito tanto dos quadrinhos quanto das infografias.



