A francofonia como objeto de ensino em manuais didáticos de FLE (1995-2018): entre cartografia linguística e invisibilização histórica
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2026v22n7.79634Palavras-chave:
Francofonia. Didatização. Manuais de FLE.Resumo
Este artigo investiga a didatização da francofonia em manuais de francês como língua estrangeira (FLE). Trata-se de um estudo exploratório, baseado na análise de seis manuais publicados entre 1995 e 2018. O quadro teórico mobiliza autores como Phan e Guillou (2011), Martel (1997) e Violette (2006), entre outros, cujas contribuições permitem compreender a francofonia em sua complexidade histórica e política. Os resultados indicam a predominância de uma abordagem centrada na classificação e na distribuição espacial da língua francesa. Identificam-se três tendências de didatização: uma primeira, baseada na categorização dos espaços francófonos; uma segunda, que introduz uma sensibilização à variação linguístico-cultural; e uma terceira, que mobiliza a circulação entre contextos e referências históricas, ainda que de forma incipiente. Observa-se que a diversidade é tratada sem problematização das relações de poder constitutivas da francofonia.



