Max Weber e Martin Heidegger: a centralidade da razão e a perda da liberdade

  • Edilene Maria de Carvalho Leal universidade Federal de Sergipe, UFS
Palavras-chave: modernity, rationalization, technics, freedom

Resumo

A intenção desse artigo é analisar algumas ambivalências da modernidade, com destaque para a que consideramos a principal delas: a centralidade da razão como categoria analítica e como modelo das práticas sociais. Essa proposta é, evidentemente, uma proposta de análise teórica que se dará no âmbito específico da teoria social e da filosofia, principalmente desde interpretações produzidas por Max Weber e Martin Heidegger. Trata-se, em uma primeira instância, da tentativa de discutir criticamente as “autodescrições” que esses pensadores fizeram da modernidade. De um lado, a defesa weberiana da centralidade da razão; de outro, a crítica pós-metafísica heideggeriana dessa centralidade. Desse flagrante desencontro, podemos destacar um possível encontro analítico entre eles, ou seja, a crítica à perda da liberdade no contexto moderno.

Biografia do Autor

Edilene Maria de Carvalho Leal, universidade Federal de Sergipe, UFS
Doutorado em Sociologia pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia (PPGS) da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e Mestrado em Sociologia pelo Núcleo de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (NPPCS) da (UFS). Graduou-se em Filosofia na (UFS). É integrante do grupo de pesquisa Sociedade e Técnica (SOCITEC/PPGS). Tem experiência no ensino superior presencial e à distância. Professora efetiva de filosofia e sociologia na rede estadual de ensino do Estado de Sergipe. Atua na área de Sociologia, com ênfase em teoria social, e na área de Filosofia, com ênfase em filosofia contempoânea.

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Publicado
2015-09-01
Como Citar
Leal, E. M. de C. (2015). Max Weber e Martin Heidegger: a centralidade da razão e a perda da liberdade. Aufklärung: Revista De Filosofia, 2(2), p.139-162. https://doi.org/10.18012/arf.2016.25457