Pós-colheita e conservação de inflorescências de Heliconia marginata x heliconia bihai (Heliconia rauliana) submetidas a soluções de manutenção

  • Wellington Souto Ribeiro
  • Gilmara Gurjão Carneiro
  • Edmilson Igor Bernardo Almeida
  • Helder Horácio Lucena
  • José Alves Barbosa

Resumo

Este trabalho teve como objetivo avaliar a vida-útil pós-colheita de inflorescências de Heliconia marginata x Heliconia bihai (Heliconia rauliana), submetidas a diferentes tratamentos com solução de manutenção. As inflorescências foram colhidas nas primeiras horas da manhã no orquidário do setor de Botânica do Centro de Ciências Agrárias. As hastes foram colhidas com 4 brácteas abertas, descartando-se as que apresentavam defeitos fisiológicos. Logo após foram transportadas ao Laboratório de Química e Bioquímica, onde foram selecionadas e sanitizados por 3 minutos em água clorada contendo 100mg. L-1 de cloro ativos, e secas ao ar. Logo após foram imersas em solução gelatinosa a 1%, e secas ao ar, e em seguida foram armazenadas sob condições ambientes (25º ± 2º C e 80 ± 2% UR) submetidas aos seguintes tratamentos: água destilada, soluções de sacarose a 10% e 20% e solução Davis. As inflorescências eram avaliadas durante o período de armazenamento quanto a massa fresca, diâmetro das hastes, cor, turgescência, curvatura e escurecimento, adotando-se um índice de avaliação variando de 1 a 3 onde; (1) máximo valor ornamental; (2) 5% das brácteas comprometida; (3) 10% das brácteas comprometida. A solução de sacarose a 20% constituiu o melhor tratamento aumentando a vida-útil pós-colheita em 50%, quando comparada com o segundo melhor tratamento, a Solução Davis, seguido do tratamento com sacarose a 10%. O delineamento estatístico foi inteiramente casualizado em esquema fatorial com três repetições e duas unidades experimentais.
Publicado
2010-07-10
Seção
Artigo Científico