Beatas trovadoras: Cantiga de amor cortês a Deus na Europa medieval

Autores

  • Karine Rocha

Resumo

No século XII, um grupo de candidatas ao matrimônio encontra suas opções restritas pelas Cruzadas. Viúvas, jovens que tiveram seus pretendentes mortos em batalha, moças de famílias que possuíam dotes para casar uma filha, passam a procurar a diocese de Liège. Esta aceita a presença destas mulheres sem obrigá-las aos votos. Com trânsito livre entre o universo mundano e o religioso, absorveram a cultura de ambos. Algumas beatas do século XIII provocaram a Igreja, graças à escrita de obras que revelavam um amor ilimitado a Deus, afastando-se da tradição da mística nupcial. Confessaram seus sentimentos divinos, aproximando-se da linguagem do amor cortês, assumindo o papel reservado aos trovadores. Nos propomos a analisar trechos das obras de Marguerite Porete, Beatriz de Nazaret e Matilde de Magdeburgo. Seduzir a Deus e dar-Lhe um aspecto humano, fez com que estas mulheres fossem acusadas de heresia, condenadas à fogueira e tendo seus escritos silenciados.

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Publicado

2015-10-16

Como Citar

ROCHA, K. Beatas trovadoras: Cantiga de amor cortês a Deus na Europa medieval. Revista Ártemis, [S. l.], v. 19, 2015. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/26191. Acesso em: 19 jul. 2024.

Edição

Seção

II Jornada Gênero e Literatura