O parentesco Warao entre disputas jurídicas e noções cosmológicas

Autores

  • Carlos Alberto Marinho Cirino Universidade Federal de Roraima / Professor Titular
  • Carmen Lúcia Silva Lima Universidade Federal do Piauí / Professora Titular
  • Raoni Borges Barbosa Universidade Federal do Piauí

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.2447-9837.2025.n20.71285

Resumo

O artigo abordou as relações de parentesco Warao, indígenas migrantes refugiados da Venezuela, evidenciando que configuram-se diferentemente do que determina o ordenamento jurídico brasileiro. Essa querela em torno de noções cosmológicas e jurídicas de parentesco e suas consequências legais em termos de direitos e obrigações assumia relevância por se tratar de caso em que um indígena Warao em situação de encarceramento, bem como sua parentela, demandavam o direito à visita do parente preso, tendo obtido resposta oficial por parte do Estado de que somente parentes de primeiro e segundo grau poderiam acessar tal direito. O artigo objetivou abordar essa equivocação em relação às noções cosmológicas da cultura e etnia Warao e o entendimento do Estado brasileiro sobre parentesco.

PALAVRAS-CHAVE: Parentesco Warao. Cosmologia Warao. Direito Brasileiro. Equivocações.

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Biografia do Autor

Carlos Alberto Marinho Cirino, Universidade Federal de Roraima / Professor Titular

Professor titular do Instituto de Antropologia da Universidade Federal de Roraima - UFRR. Professor
permanente do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social - PPGANTS da UFRR.

Carmen Lúcia Silva Lima, Universidade Federal do Piauí / Professora Titular

Professora associada do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Piauí - UFPI.
Professora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFPI.

Raoni Borges Barbosa, Universidade Federal do Piauí

Professor Visitante do Programa de Pós-Graduação em Ambiente, Tecnologia e Sociedade - PPGATS
da Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA.

Família extensa Warao, na Casa de Passagem, Teresina-PI. Fonte - Carmen Lúcia Silva Lima, 2023.

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Publicado

2026-03-25