Uso de métodos biomédicos de prevenção ao HIV entre mulheres cis e trans:
um ensaio bibliográfico a partir da PrEP
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2447-9837.2026.n21.76692Resumo
A profilaxia pré-exposição (PrEP) é um método de prevenção biomédico disponível no SUS que consiste no uso oral de antirretrovirais para reduzir o risco de transmissão do HIV. Atualmente, seu uso não é restrito às “populações-chave”, podendo ser indicada para pessoas a partir de 15 anos, com peso igual ou superior a 35 kg e em contexto de vulnerabilidade à infecção. Ao longo dos anos, documentos normativos incluíram homens que fazem sexo com homens, casais sorodiscordantes, pessoas trans, travestis e profissionais do sexo nessas classificações. Considerando essas variabilidades, este ensaio bibliográfico busca compreender e problematizar como mulheres cisgênero e transgênero têm conhecido, acessado e utilizado esse método de prevenção. Para isso, foi realizada uma revisão bibliográfica com artigos qualitativos nacionais e internacionais, além de dissertações e teses brasileiras. A produção disponível evidencia que a baixa ou nenhuma utilização da PrEP por mulheres cis está relacionada a fatores como baixo risco percebido de HIV, desconhecimento do status sorológico do parceiro, violência por parceiro, falta de informação e acesso, além de fatores estruturais como racismo e opressão de gênero. As mulheres trans enfrentam desafios de acesso, principalmente ligados ao estigma e à discriminação. Observamos ainda sub-representação desse grupo na produção científica em comparação aos homens. Consideramos que marcadores sociais como raça, classe, geração, gênero e sexualidade influenciam o conhecimento, acesso e uso da PrEP, tanto para mulheres cis quanto trans.
Palavras-chave: Profilaxia pré-exposição. HIV/Aids. Prevenção. Mulheres cisgênero. Mulheres transgênero.
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