A Profanação da Obra de Arte: relações entre objeto estético e sua representação ideológica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18012/arf.v13i1.76567

Palavras-chave:

Instituição, Estética, Ideologia, Representação

Resumo

Neste trabalho nós discutiremos sobre o processo de vulgarização temática da obra de arte, ressaltando seu teor político e representativo. Aqui buscaremos desenvolver uma abordagem multidisciplinar, expondo como a literatura, as artes plásticas e o cinema – no contexto das ditas sociedades ocidentais – passaram por um processo de mundanização e de profanação de seu conteúdo, deixando de abordar uma visão aristocrática e divinizada para, então, retratar as relações mundanas e ordinárias das massas sociais. Será a partir desse enfoque que nós poderemos inferir alguns traços gerais sobre a instrumentalização da arte, aqui encarada como uma técnica representativa que, para além de sua finalidade estética-estesiológica, contém uma finalidade ideológica. Destarte, buscaremos habilitar uma descrição de como a representação estética pode ser uma saída para os discursos das narrativas impostas pelas classes dominantes, mas que também pode ser reabsorvida pelo status quo para defender a estrutura política vigente.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Matheus Marcus Gabriel Mellado, UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO/Unifesp

Possui graduação em Filosofia pela Universidade Estadual de Maringá (2017), mestrado em Filosofia pela Universidade Estadual de Maringá (2020) e atualmente é doutorando em filosofia pela Universidade Federal de São Paulo. Integrante do grupo de pesquisa Laboratório de Filosofia Francesa Contemporânea da UNIFESP e membro do GT de Filosofia Francesa Contemporânea da ANPOF. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Filosofia, atuando principalmente nos seguintes temas: filosofia contemporânea, filosofia francesa e estética. 

Referências

AUERBACH, Erich. Mimesis: a representação da realidade na literatura ocidental. Tradução de Bernard Sperber e equipe da Perspectiva. Perspectiva, São Paulo - SP, 2021.

BAUDELAIRE, Charles. Les Fleurs du Mal. GF Flammarion, Paris - FR, 2019.

BENJAMIN, Walter. A Obra de Arte na Era de Sua Reprodutibilidade Técnica. Tradução de Gabriel Valladão Silva. Editora L&PM Pocket, Porto Alegre - RS, 2019.

DELEUZE, Gilles e GUATARRI, Félix. O Anti-Édipo: capitalismo e esquizofrenia I. Tradução de Luiz B. Orlandi. São Paulo – SP, Editora 34, 2010.

DELEUZE, Gilles e GUATARRI, Félix. Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia volume 5. Tradução de Luiz B. Orlandi. São Paulo – SP, Editora 34, 1997.

GOMBRICH, E. H.. A História da Arte. Tradução de Cristiane de Assis Terra. GEN - LTC, Rio de Janeiro - RJ, 2018.

GONCOURT, Edmond et GONCOURT, Jules. Germinie Lacerteux. GF Flammarion, Paris - FR, 1990.

HALL, Stuart. Cultura e Representação. Tradução de Daniel Miranda e William Oliveira. Editora Apicuri/ Editora PUC – RIO, Rio de Janeiro – RJ, 2016.

MALRAUX, André. O Museus Imaginário. Tradução de Isabel Saint-Aubyn. Edições 70, Lisboa – Portugal, 2011.

MBEMBE, Achille. Crítica da Razão Negra. Tradução de Marta Lança. Editora Antígona, Lisboa – Portugal, 2014.

MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A Ideologia Alemã: Crítica da mais recente filosofia alemã em seus representantes Feuerbach, B. Bauer e Stirner, e do socialismo alemão em seus diferentes profetas. Tradução de ENDERLE, Rubens; SCHNEIDER, Nélio; MARTORANO, Luciano Cavini. Editora Boi Tempo, São Paulo – SP, 2007.

SCHAEFFER, Enrico. Os Museus Europeus: um ensaio. Revista de História, São Paulo, v. 26, n. 53, p. 53–82, 1963.

Arquivos adicionais

Publicado

2026-05-26

Como Citar

Gabriel Mellado, M. M. (2026). A Profanação da Obra de Arte: relações entre objeto estético e sua representação ideológica. Aufklärung: Journal of Philosophy, 13(1), e.76567. https://doi.org/10.18012/arf.v13i1.76567

Edição

Seção

Artigos

Artigos Semelhantes

<< < 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.