A Profanação da Obra de Arte: relações entre objeto estético e sua representação ideológica
DOI:
https://doi.org/10.18012/arf.v13i1.76567Palavras-chave:
Instituição, Estética, Ideologia, RepresentaçãoResumo
Neste trabalho nós discutiremos sobre o processo de vulgarização temática da obra de arte, ressaltando seu teor político e representativo. Aqui buscaremos desenvolver uma abordagem multidisciplinar, expondo como a literatura, as artes plásticas e o cinema – no contexto das ditas sociedades ocidentais – passaram por um processo de mundanização e de profanação de seu conteúdo, deixando de abordar uma visão aristocrática e divinizada para, então, retratar as relações mundanas e ordinárias das massas sociais. Será a partir desse enfoque que nós poderemos inferir alguns traços gerais sobre a instrumentalização da arte, aqui encarada como uma técnica representativa que, para além de sua finalidade estética-estesiológica, contém uma finalidade ideológica. Destarte, buscaremos habilitar uma descrição de como a representação estética pode ser uma saída para os discursos das narrativas impostas pelas classes dominantes, mas que também pode ser reabsorvida pelo status quo para defender a estrutura política vigente.
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