Trabalho, educação e epistemologia na “crise da capitalismo real”: uma análise acerca das “condições de possibilidade” da teoria crítica frente à ofensiva do pós-modernismo
DOI:
https://doi.org/10.18012/arf.v12i3.74140Palavras-chave:
Educação, Epistemologia, TrabalhoResumo
O presente estudo tematiza a emergência dos enfoques pós-modernos em educação tentando compreender seu ataque às “metanarrativas” críticas da modernidade e seu “pessimismo” diante da “condição humana” e do “projeto das luzes” (Silva, 1996; 2002; 2003) no contexto da “crise do capitalismo real” (Frigotto, 2000). Compreende e caracteriza estas abordagens nos cenários sociais, epistemológicos e educacionais atuais, destacando seus principais pressupostos, conceitos e limitações. Investe, de forma particular, na análise das “condições de possibilidade” das teorias críticas em educação frente ao ataque do pós-modernismo. Finaliza, entendendo que se torna imprescindível, nos tempos atuais (crise social e virada linguístico-pragmática na filosofia), revitalizar e discutir “as condições de possibilidade” da teoria crítica (perspectiva filosófica que privilegia categorias como: práxis, totalidade, movimento, contradição, mediação), enquanto matriz de análise que prioriza as relações tensas e contraditórias entre pensamento e ação (práxis), trabalho e educação, sociedade e educação.
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