“Não era dor / o que sentia / era abismo”: cartografias de um eu em A vida invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha

  • Maximiliano Torres Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ-FFP)
Palavras-chave: Ecocrítica, Feminismo, Opressão

Resumo

O presente artigo busca, pelo viés da teoria crítica feminista e do ecofeminismo, ler as assimetrias de gênero, legitimadas pela cultura sexista como adequadas e essenciais para a ordem vigente, a partir das experiências da protagonista do romance A vida invisível de Eurídice Gusmão (2016), de Martha Batalha. Ele procura, por meio do signo casa, e de suas representações pejorativas numa sociedade heteropatriarcal, levantar as denúncias cristalizadas nas relações gendradas, nas quais homens são associados à cultura, e por isso humanos e superiores, enquanto mulheres e não humanos são comparados à natureza e, consequentemente, subservientes e controláveis.

Publicado
2020-07-17
Como Citar
TORRES, M. “Não era dor / o que sentia / era abismo”: cartografias de um eu em A vida invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha. Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades, v. 29, n. 1, p. 46-61, 17 jul. 2020.
Seção
Dossiê literatura e ecologia: vozes feministas e interseccionais