“Não era dor / o que sentia / era abismo”: cartografias de um eu em A vida invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8214.2020v29n1.53999Palavras-chave:
Ecocrítica, Feminismo, OpressãoResumo
O presente artigo busca, pelo viés da teoria crítica feminista e do ecofeminismo, ler as assimetrias de gênero, legitimadas pela cultura sexista como adequadas e essenciais para a ordem vigente, a partir das experiências da protagonista do romance A vida invisível de Eurídice Gusmão (2016), de Martha Batalha. Ele procura, por meio do signo casa, e de suas representações pejorativas numa sociedade heteropatriarcal, levantar as denúncias cristalizadas nas relações gendradas, nas quais homens são associados à cultura, e por isso humanos e superiores, enquanto mulheres e não humanos são comparados à natureza e, consequentemente, subservientes e controláveis.

