Entre a localização e a subversão: o queer na tradução dos videogames

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1887-8214.2025v40n1.72495

Palavras-chave:

Videogame, Queer, Tradução, Localização

Resumo

Este estudo examina a tradução de conteúdos queer em videogames, com foco na interação entre linguagem, identidade e política nas narrativas imersivas e interativas dos jogos. Além da transposição linguística, a tradução de videogames envolve uma adaptação cultural destinada a preservar a experiência do jogador em mercados diversos. Contudo, esse processo é frequentemente limitado por censura e pela necessidade de alinhamento com normas sociais predominantes. Representações queer, em particular, estão em risco de serem apagadas ou estereotipadas, frequentemente modificadas para se adequar a valores cisheteronormativos e às prioridades comerciais de grandes empresas do setor. Com base em abordagens dos estudos de tradução e da teoria queer, a análise revela como a localização pode tanto perpetuar normas hegemônicas quanto se tornar um espaço de resistência. Exemplos como a reconfiguração de Vivian em Paper Mario (2004) e de Beauty Nova em Pokémon X and Y (2013) ilustram como práticas tradutórias podem distorcer ou apagar identidades queer. O estudo destaca a tensão entre a representação autêntica e os constrangimentos estruturais das dinâmicas capitalistas e colonialistas no processo de localização, evidenciando tanto os mecanismos de marginalização quanto o potencial de subversão.

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Publicado

2025-12-29