Rua Alagoinhas, nº 33: a memória e o trabalho feminino invisível a construção do lar

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1887-8214.2026v41n1.78805

Palabras clave:

Zélia Gattai, Casa do Rio Vermelho, Memória, Trabalho feminino, Ecofeminismo crítico

Resumen

Este artigo estuda as construções biográficas, autobiográficas e (auto)biográficas desenvolvidas por Zélia Gattai em “A Casa do Rio Vermelho” (1999), situando o espaço doméstico da Casa do Rio Vermelho tanto como um espaço físico de arquivo documental quanto como um espaço simbólico da memória, do afeto e do trabalho invisível da mulher. A metodologia dedutiva e bibliográfica deste estudo demonstra como o estilo de escrita memorialista de Gattai revela os papéis intelectuais, emocionais, reprodutivos, e frequentemente invisíveis que ela exerceu por toda a sua vida, como, por exemplo, os papéis de secretária, datilógrafa, arquivista, fotógrafa, pesquisadora, mãe, esposa e, depois, ao final de sua vida, o de escritora renomada. Articulando conceitos de transcorporeidade, ecosofia e ecofeminismo crítico, o artigo argumenta que a construção de um lar transcende a sua arquitetura e se torna um processo ético, político e afetivo enraizado no trabalho da mulher e na preservação de memória. O estudo também enfatiza como a narrativa de Gattai transforma a experiência doméstica em uma prática literária contra-hegemônica, resistente a formas patriarcais e capitalistas de invisibilização. A Casa do Rio Vermelho surge, portanto, como um ecossistema vivo, repleto de sonhos, contos, subjetividades e histórias coletivas, e, ao resgatar a contribuição de Gattai, este estudo propõe novas trajetórias para estudos literários, crítica feminista e estudos da memória no Brasil e na América Latina.

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Biografía del autor/a

Ana Paula Bagaiolo Moraes, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP

Ana Paula Bagaiolo Moraes, Doutora em Direito, Professora colaboradora da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS) na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP). ORCID: https://orcid.org/0000-0003-4137-6576. E-mail: ana.bagaiolomoraes@unesp.br

Dawn Taylor, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP

Autor: Dawn Taylor, Mestra em Literatura comparada pela Pennsylvania State University, Doutoranda em Letras pelo Instituto de Biociências e Letras (IBILCE) da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP). Bolsista doutorado CNPq. ORCID: https://orcid.org/0009-0009-2486-8959. E-mail: d.taylor@unesp.br

Pedro Lucas Comarella Schatzmann, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP

Pedro Lucas Comarella Schatzmann, mestrando em Letras pelo Instituto de Biociências e Letras (IBILCE) e em Direito pela Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS) na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP). Bolsista mestrado CNPq. ORCID: https://orcid.org/0009-0003-3948-1518. E-mail: pedro.schatzmann@unesp.br

Publicado

2026-08-14

Cómo citar

BAGAIOLO MORAES, Ana Paula; TAYLOR, Dawn; COMARELLA SCHATZMANN, Pedro Lucas. Rua Alagoinhas, nº 33: a memória e o trabalho feminino invisível a construção do lar. Revista Ártemis, [S. l.], v. 41, n. 1, 2026. DOI: 10.22478/ufpb.1887-8214.2026v41n1.78805. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/78805. Acesso em: 15 ago. 2026.

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