Quando as imagens sobrevivem
o axé na poesia de Edimilson Pereira
Palavras-chave:
Axé; Força Vital; Orixás.Resumo
A Força Vital está presente nos seres vivos, ela é, pois, o sinônimo de vida. Este trabalho levantou questões a respeito do axé e da própria Força. O aporte teórico partiu de Leite (1997) e Oliveira (2003). Esses autores definem a Força a partir da cosmovisão banto e yorubá. Para esses povos, a palavra, em si, carrega poder e, por isso, tem que ser manejada com cuidado. Como a Força se manifesta na palavra, a Literatura carrega axé e magia em sua composição, e é na poesia de Edimilson de Almeida Pereira que apontamos o axé presente nos versos forma imagens da cosmovisão afrodiaspórica. Nessa poesia, portanto, a palavra é imagem que emana Força.
Downloads
Referências
ALEIXO, Ricardo; PEREIRA, Edimilson de Almeida. A roda do mundo. 2. ed. Belo Horizonte: Objeto livro, 2004.
BANANA, Chilete com. Que força é essa? São Paulo: Continental, 1987. Vídeo. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=E8dK0FieOaM. Acesso em: 13 dez. 2025.
BENISTE, José. Òrun - Àiyé: o encontro de dois mundos: o sistema de relacionamento nagô-yorubá entre o céu e a Terra. 4. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004.
DEHAENE, S. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução: Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012.
FABRO, Nathalia. O que é a Força de Star Wars? Revista Galileu, São Paulo, 14 dez. 2019. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2019/12/o-que-e-forca-de-star-wars.html. Acesso em: 13 dez. 2025.
FOUCAULT, M. História da sexualidade: a vontade de saber. 3. ed. Rio de Janeiro: Graal, 1980.
FREITAS, Henrique. O arco e a arkhé: ensaios sobre literatura e cultura. Salvador: Ogum’s Toques Negros, 2016.
HASSELMANN, Janaína Gonçalves. Ancestralidade e natureza: um estudo de caso sobre os saberes tradicionais de cosmovisão africana no NZO Nkise Nzazi. 2018. 152 f. Dissertação (Mestrado em Património e Sociedade) - Universidade da Região de Joinville (Univille), Joinville, 2018.
LEITE, Fábio. Valores civilizatórios em sociedades negro-africanas. África. Revista USP, São Paulo, n. 18-19, p. 103-118, 1997. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.2526-303X.v0i18-19p103-118.
LUZ, Marco Aurélio de Oliveira. Agadá: dinâmica da civilização africano-brasileira. Salvador: Centro Editorial e Didático da UFBa: Sociedade de Estudos da Cultura Negra no Brasil, 1995.
MBEMBE, Achille. Necropolítica. Tradução de Renata Santini. São Paulo: n-1 edições, 2011.
MONEGALHA, Fernanda. O tempo do sentido: Cronos e Aion no pensamento deleuzeano. O manguezal: revista filosófica, São Cristóvão, v. 1, n. 2, p. 88-95, 23 jun. 2018. Disponível em: https://seer.ufs.br/index.php/omanguezal/article/view/9411. Acesso em: 13 dez. 2025.
MORAIS, Moura. Edimilson de Almeida Pereira: poeta revisa obra e luta por agora. Tribuna de Minas, [S. I.], 15 dez. 2019. Disponível em: https://tribunademinas.com.br/noticias/cultura/15-12-2019/minha-escrita-sonha-e-luta-pelo-agora-diz-escritor-edimilson-de-almeida-pereira.html. Acesso em: 13 dez. 2025.
OLIVEIRA, David Eduardo de. Cosmovisão Africana no Brasil: elementos para uma filosofia afrodescendente. Fortaleza: LCR, 2003.
PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos Orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
RIBEIRO, Ronilda Yakemi. Alma Africana no Brasil. Os Iorubás. São Paulo: Oduduwa, 1996.
RUBIRA, Luís. O Amor Fati em Nietzsche: Condição Necessária Para A Transvaloração? Polymatheia - Revista De Filosofia, [S. l.], v. 4, n. 6, 2008. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/revistapolymatheia/article/view/6516. Acesso em: 13 dez. 2025.
SANTOS, Juana Elbein dos. Os Nàgo e a morte: Pàde, Àsèsè e o culto Égun na Bahia. Tradução de Universidade Federal da Bahia. Petrópolis: Vozes, 1986.
SIMAS, Luiz; RUFINO, Luiz. Flecha no tempo. 1. ed. Rio de Janeiro: Mórula, 2019.
VERGER, Pierre Fatumbi. Notas sobre o Culto aos Orixás e Voduns na Bahia de Todos os Santos, no Brasil, e na Antiga Costa dos Escravos, na África. Tradução de Carlos Eugênio Marcondes de Moura. 2. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2012.
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Jeean Karlos Souza Gomes

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
A revista utiliza a licença Creative Commons Atribuição – Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY-NC 4.0). Ao submeter seu texto, o autor concorda com a referida política de licenciamento, que permite o compartilhamento (cópia e distribuição do material em qualquer meio ou formato) e adaptação (remix, transformação e criação de material) a partir do conteúdo assim licenciado para quaisquer fins, desde que sejam não comerciais e respeitadas as condições impostas por essa licença.
Uma das condições para uso e reuso é sempre referenciar o conteúdo licenciado, apontando seus autores e um hyperlink para o material publicado. Outras condições, igualmente importantes, estão dispostas no Código Legal da licença Creative Commons.