CAPITALISMO NEOLIBERAL E A CIÊNCIA MODO 2: uma análise do Programa Nacional de Pós-graduação do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.46906/caos.n35.76118.p14-48Palavras-chave:
ciência do modo 2, socialização de custos, ciência brasileira, ciência pós-acadêmica.Resumo
Este artigo apresenta uma crítica à política científica e educacional sob o capitalismo neoliberal, utilizando a política de pesquisa brasileira como exemplo. Mostra como a política científica no Brasil tem sido influenciada pelo discurso em torno da ciência do Modo 2, que pretende demonstrar a relação entre a transição para a pesquisa transdisciplinar e orientada para o mercado e a democratização do conhecimento. Com base no trabalho de Mandel, Piketty e Habermas, o artigo mostra como, no caso brasileiro, o efeito da política do Modo 2 tem sido subsumir a academia à lógica da acumulação de capital, ao mesmo tempo em que socializa custos e privatiza lucros.
Downloads
Métricas
Referências
ABBOTT, Andrew. The system of the professions. Chicago: University of Chicago Press, 1988.
ADORNO, Theodor; HORKHEIMER, Max. Dialectic of enlightenment. London: Verso, 1979.
ARBIX, Glauco; CONSONI, Flávia. Inovar para transformar a universidade brasileira. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 26, n. 77, p. 205-251, 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbcsoc/a/xHHbkP8FXCkYddcJcCDmH6N/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 3 nov. 2025 DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-69092011000300016
ARONOWITZ, Stanley. Science as power: discourse and ideology in modern society. Minneapolis: University of Minnesota Press, 1988. DOI: https://doi.org/10.1007/978-1-349-19636-4
ARRIGHI, Giovanni. Globalização e desenvolvimento desigual. Revista de Estudos e Pesquisas sobre as Américas, Brasília, v. 1, n. 1, p. 1–20, ago./dez. 2007. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/repam/article/view/15910. Acesso em: 3 nov. 2025. DOI: https://doi.org/10.21057/repam.v1i1.1481
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INSTITUIÇÕES DE PESQUISA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO (ABIPTI). Brasil: pesquisadores e pessoal de apoio envolvidos em pesquisa e desenvolvimento (P&D), em número de pessoas, por setor institucional e categoria, 2000–2008. Brasília: ABIPTI, 2015. Disponível em: http://www.otg.abipti.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=76:brasil-pesquisadores-e-pessoal-envolvidos-em-pad&catid=38:humanos&Itemid=74. Acesso em: 3 set. 2015.
BALBACHEVSKY, Elizabeth. Entraves e incentivos para o desenvolvimento de sinergias entre universidade e sociedade na produção do conhecimento: a experiência da América Latina. Trabalho apresentado no 34º Encontro Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação em Ciências Sociais – ANPOCS, Caxambu, MG, 25–29 out. 2010.
BARRETO, Francisco Cesar de Sá. A pós-graduação como instrumento do desenvolvimento. Brasília: Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (FOPROP), 2006.
BARREYRO, Gladys Beatriz. Mapa do ensino superior privado. Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2008.
BAUER, Henry H. Science in the 21st century: knowledge monopolies and research cartels. Journal of Scientific Exploration, Charlottesville, v. 18, n. 4, p. 643–660, 2004.
BECK, Ulrich. Risk society: towards a new modernity. London: Sage, 1992.
BECKER, Gary. Human capital: a theoretical and empirical analysis, with special reference to education. Chicago: University of Chicago Press, 1964.
BELL, Daniel. The coming of post-industrial society. Harmondsworth: Penguin, 1973.
BOITO JR., Armando. As bases políticas do neodesenvolvimentismo. Trabalho apresentado no Fórum Econômico da FGV, São Paulo, 2012.
BOK, Derek. Universities in the marketplace: the commercialization of higher education. Princeton: Princeton University Press, 2003.
BORGES, Mário Neto. Fundações de Amparo à Pesquisa: a importância das fundações de amparo à pesquisa e das secretarias de ciência e tecnologia na execução do Plano Nacional de Pós-Graduação. In: CAPES. Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) 2011–2020. Brasília: CAPES, 2012. vol. 2.
BOWLES, Samuel; GINTIS, Herbert. Schooling in capitalist America. Chicago: Haymarket Books, 1975.
BRASIL. Ministério da Ciência e Tecnologia. Brasil: pesquisadores e pessoal de apoio envolvidos em pesquisa e desenvolvimento (P&D), em equivalência de tempo integral, por setor institucional e categoria, 2000-2010. Brasília, DF: Ministério da Ciência e Tecnologia, 2015. Disponível em: http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/73230.html. Acesso em: 27 set. 2015.
BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Sinopse estatística da educação superior – graduação 2013. Brasília, DF: Inep, 2013. Disponível em: http://portal.inep.gov.br/superior-censosuperior-sinopse. Acesso em: 22 nov. 2025.
BRASIL. Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil. Brasília, DF: CNPq, 2012.
BRASIL. Ministério da Educação. Censo da Educação Superior 2011. Brasília, DF: Ministério da Educação, 2011.
BRASIL. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Plano Nacional de Pós-Graduação – PNPG 2011-2020. Brasília, DF: CAPES, 2010a. v. 1.
BRASIL. Ministério da Educação. Censo da Educação Superior 2011. Brasília, DF: Ministério da Educação, 2010b.
BRASIL. Ministério da Educação. Resumo técnico do censo da educação superior 2009. Brasília, DF: Ministério da Educação, 2010c.
BRASIL. Ministério da Educação. Sistema nacional de avaliação da educação superior (SINAES): bases para uma nova proposta de avaliação da educação superior. Brasília, DF: Ministério da Educação, 2009.
BRASIL. Lei nº 11.487, de 15 de junho de 2007. Altera e acrescenta dispositivos à Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005, que dispõe sobre incentivos fiscais à inovação tecnológica. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 18 jun. 2007.
BRASIL. Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004. Dispõe sobre incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 3 dez. 2004a.
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes para a avaliação das instituições de educação superior. Brasília, DF: Ministério da Educação, 2004b.
BRAVERMAN, Harry. Labor and monopoly capital. London: Monthly Review Press, 1974. DOI: https://doi.org/10.14452/MR-026-03-1974-07_1
CASTELLS, Manuel. The rise of the network society. Malden, MA: Blackwell, 1996.
CHAUÍ, Marilena. Escritos sobre a universidade. São Paulo: Editora Unesp, 2000. DOI: https://doi.org/10.7476/9788539303045
CHAVES, Vera Lúcia Jacob. Expansão da privatização/mercantilização do ensino superior brasileiro: a formação dos oligopólios. Educação e Sociedade, Campinas, v. 31, n. 111, p. 481–500, jul./out. 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/SFTYDmV3zhBxfdTPRVBR78m/?format=pdf. Acesso em: 3 nov. 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302010000200010
COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR (CAPES). Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) 2011–2020. Brasília: CAPES, 2010a. vol. 1.
CROCKETT, R. Thinking the unthinkable: think tanks and the economic counter revolution. London: Harper Collins, 1994.
DAGNINO, Renato. A comunidade de pesquisa dos países avançados e a elaboração da política de ciência e tecnologia. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 21, n. 61, p. 191–228, jun. 2006. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbcsoc/a/n3B4sFXP8RFBgKmh4LTzyLn/?format=pdf. Acesso em: 3 nov. 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-69092006000200011
DEARDEN, Nick. Pharmanomics: how Big Pharma destroys global health. London: Verso, 2023.
DELANTY, Gerard. Challenging knowledge: the university in the knowledge society. Buckingham: Open University Press, 2001. DOI: https://doi.org/10.1177/1350508401082002
DINGLEY, Brenda. US periodical prices – 2005. US Periodical Prices Index 2005. Chicago: American Library Association, 2005.
DRAHOS, Peter. A philosophy of intellectual property. Aldershot: Dartmouth, 1996.
DRAHOS, Peter; BRAITHWAITE, John. Information feudalism: who owns the knowledge economy? London: Earthscan, 2002.
DRUCKER, Peter. Post capitalist society. London: Routledge, 1993.
ETZKOWITZ, H.; LEYDESDORFF, L. (eds.). Universities and the global knowledge economy: a triple helix of university-industry-government relations. London: Cassell Academic, 1997.
ETZKOWITZ, Henry. Entrepreneurial science in the academy: a case of transformation of norms. Social Problems, Oxford, v. 36, n. 1, p. 14–29, 1989. Disponível em: https://academic.oup.com/socpro/article/36/1/14/1627730. Acesso em: 3 nov. 2025. DOI: https://doi.org/10.2307/800547
FABRIZIO, Kira R. University patenting and the pace of industrial innovation. Industrial and Corporate Change, Oxford, v. 16, n. 4, p. 505–534, ago. 2007. Disponível em: https://academic.oup.com/icc/article-abstract/16/4/505/653515. Acesso em: 3 nov. 2025. DOI: https://doi.org/10.1093/icc/dtm016
FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1979.
FULLER, Stephen. Can science survive democratization? Logos & Episteme, Iași, v. 2, n. 1, p. 21–32, 2011. Disponível em: https://www.pdcnet.org/logos-episteme/content/logos-episteme_2011_0002_0001_0021_0031. Acesso em: 3 nov. 2025 DOI: https://doi.org/10.5840/logos-episteme20112146
FURTADO, Celso. Análise do "modelo" brasileiro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1973.
GIBBONS, M.; LIMOGES, C.; NOWOTNY, H.; SCHWARTZMAN, S.; SCOTT, P.; TROW, M. The new production of knowledge: the dynamics of science and research in contemporary societies. London: Sage, 1994.
GIBBONS, Michael. What kind of university? Research and teaching in the 21st century. Melbourne: Victoria University of Technology, 1997. Beanland Lecture, 1997.
GIDDENS, Anthony. The consequences of modernity. Stanford: Stanford University Press, 1990.
HABERMAS, Jürgen. O futuro da natureza humana. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
HABERMAS, Jürgen. The scientization of politics and public opinion. In: HABERMAS, Jürgen. Towards a rational society: student protest, science and politics. London: Heinemann, 1971. p. 62–80.
JOHNSON, Gary R. Social Darwinism in European and American thought 1860–1945 (Review). The American Political Science Review, Cambridge, v. 92, n. 4, p. 930–932, 1998. DOI: https://doi.org/10.2307/2586319
KANT, Immanuel. O conflito das faculdades. Lisboa: Edições 70, 1993.
KING, Desmond. The politics of social research: institutionalizing public funding regimes in the United States and Britain. British Journal of Political Science, Cambridge, v. 28, n. 3, p. 415–444, jul. 1998. Disponível em: https://www.cambridge.org/core/services/aop-cambridge-core/content/view/3DC69ABAAF204F0417939466182CFB5E/S0007123498000192a.pdf. Acesso em: 3 nov. 2025. DOI: https://doi.org/10.1017/S0007123498000192
KING, Kenneth; McGRATH, Simon. Knowledge for development. New York: Zed Books, 2004. DOI: https://doi.org/10.5040/9781350220966
KÜPFER, David; CASTILHO, Marta dos Reis; DWECK, Esther; NICOLL, Marcelo (org.). Diferentes parceiros, diferentes padrões: comércio e mercado de trabalho do Brasil nos anos 2000. Santiago: Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), 2012. Série Comércio Internacional, n. 118. Disponível em: https://repositorio.cepal.org/handle/11362/3549. Acesso em: 3 nov. 2025.
LATOUR, Bruno; WOLGAR, Steve. Laboratory life: the social construction of scientific facts. Princeton: Princeton University Press, 1986.
LINS, Ivan. História do positivismo no Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1967.
LYOTARD, Jean François. The postmodern condition: a report on knowledge. Manchester: University of Minnesota Press, 1984. DOI: https://doi.org/10.2307/1772278
MANDEL, Ernest. Late capitalism. London: Verso Books, 1975.
MARGINSON, Simon. The landscape of higher education research 1965–2015: equality of opportunity – the first fifty years. In: SRHE 50th Anniversary Colloquium, 2015, London. Anais [...] London: Society for Research into Higher Education, 2015. Disponível em: https://www.srhe.ac.uk/downloads/SimonMarginsonKeynote.pdf. Acesso em: 3 nov. 2025.
MARI, Cesar Luis de. Sociedade do conhecimento: ideologia acerca da ressignificação do conhecimento. Perspectiva, Florianópolis, v. 26, n. 2, p. 619–638, jul./dez. 2008.
MERTON, Robert K. Science and democratic social structure. In: MERTON, Robert K. Social theory and social structure. New York: Free Press, 1968. p. 604–615.
MILLS, C. Wright. The power elite. London: Oxford University Press, 1956. DOI: https://doi.org/10.2307/1983710
MINISTÉRIO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO (MCTI). Indicadores selecionados de ciência, tecnologia e inovação. Brasília: Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, 2015a.
MINISTÉRIO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO (MCTI). Brasil: dispêndios públicos em pesquisa e desenvolvimento (P&D), por objetivo socioeconômico, 2000–2013. Brasília: Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, 2015b.
MINISTÉRIO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO (MCTI). Brasil: instituições, grupos, pesquisadores e pesquisadores doutores, cadastrados no Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq, 1993/2014. Brasília: Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, 2015c.
MINISTÉRIO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO (MCTI). Brasil: percentual de empresas que implementaram inovações de produto e/ou processo, segundo as atividades selecionadas da indústria e dos serviços, 2000/2008. Brasília: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, 2014.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (MEC). Sinopses estatísticas da educação superior – graduação. Brasília: INEP, 2015. Disponível em: http://portal.inep.gov.br/superior-censosuperior-sinopse. Acesso em: 23 set. 2015.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (MEC). Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Resumo técnico – Censo Escolar. Brasília: INEP, 2010.
MORENO, Jonathan. The body politic: the battle over science in America. Local: editora, 2000.
MORIARTY, Philip. Science as a public good. In: HOLMWOOD, John (org.). A manifesto for the public university. London: Bloomsbury, 2011. Disponível em: http://www.bloomsburyacademic.com/view/A-Manifesto-for-the-Public-University. Acesso em: 22 nov. 2025. DOI: https://doi.org/10.5040/9781849666459.ch-004
MULKAY, Michael. The embryo research debate: science and the politics of reproduction. Cambridge: Cambridge University Press, 1997. DOI: https://doi.org/10.1017/CBO9780511520945
MULKAY, Michael J. Norms and ideology in science. Social Science Information, London, v. 15, n. 4–5, p. 637–656, 1976. Disponível em : https://doi.org/10.1177/053901847601500406. Acesso em : 3 nov. 2025. DOI: https://doi.org/10.1177/053901847601500406
NEWFIELD, Christopher. The unmaking of the public university: the forty year assault on the middle class. Cambridge, MA: Harvard University Press, 2008.
NOWOTNY, Helga et al. Re-thinking science: knowledge and the public in an age of uncertainty. Cambridge: Polity Press/Blackwell Publishers Inc., 2001.
NOWOTNY, Helga; SCOTT, Peter; GIBBONS, Michael. Socially distributed knowledge: five spaces for science to meet the public. Public Understanding of Science, Londres, v. 2, p. 307–319, 1993. DOI: https://doi.org/10.1088/0963-6625/2/4/002
OLIVEIRA, Romualdo Portela de. A transformação da educação em mercadoria no Brasil. Educação & Sociedade, Campinas, v. 30, n. 108, p. 739-760, out. 2009. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/sM4kwNzqZMk5nsp8SchmkQD/?format=html. Acesso em: 22 nov. 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302009000300006
ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT (OCDE). Revenue statistics in Latin America, 1990–2010. Paris: OCDE, 2014.
ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT (OCDE). Education at a glance. Paris: OCDE, 2012a.
ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT (OCDE). PISA 2012 results in focus: what 15-year-olds know and what they can do with what they know. Paris: OCDE, 2012b.
ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT (OCDE). 21st century learning: research, innovation and policy. Paris: OCDE, 2010.
ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT (OCDE). Tertiary education for knowledge society. Paris: OCDE, 2008a. v. 1.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA PROPRIEDADE INTELECTUAL (OMPI). Statistical country profiles: Brazil. Geneva: WIPO, 2015. Disponível em: https://www.wipo.int/en/web/ip-statistics/country-profiles. Acesso em: 4 nov. 2025.
PIKETTY, Thomas. Capital in the twenty-first century. Cambridge: Harvard University Press, 2014. DOI: https://doi.org/10.4159/9780674369542
POCHMANN, Marcio. Desenvolvimento: perspectivas novas para o Brasil. Rio de Janeiro: Editora Cortez, 2010.
POPPER, Karl. Conjectures and refutations. New York: Harper Torchbooks, 1963. DOI: https://doi.org/10.1063/1.3050617
PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO (PNUD). Atlas do desenvolvimento humano no Brasil. Brasília: PNUD, 2013.
RANGEL, Ignácio. A história de dualidade brasileira. Revista de Economia Política, São Paulo, v. 1, n. 4, p. 397–423, 1981. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rep/a/JtzpFbKQyzv5m9kFfMRJBtG/?lang=pt. Acesso em: 4 nov. 2025.
REIFF, Philip. The case of Dr. Oppenheimer. In: REIFF, Philip (org.). On intellectuals. New York: Anchor Books, 1970. p. 331–347.
ROSE, Steven; ROSE, Hilary. The radicalization of science. In: BLACKBURN, Robin; COCKBURN, Alexander (ed.). The Socialist Register: 1972. London: Merlin Press, 1972. p. 249–267.
SAINSBURY REPORT. The race to the top: a review of government's science and innovation policies. London: HMSO, 2007. Disponível em: http://www.rsc.org/images/sainsbury_review051007_tcm18-103116.pdf. Acesso em: 27 jul. 2011.
SANTOS, Boaventura de Souza. A gramática do tempo. São Paulo: Cortez, 2006.
SCHULTZ, T. W. Capital formation by education. Journal of Political Economy, Chicago, v. 68, n. 6, p. 571–583, 1960. DOI: https://doi.org/10.1086/258393
SCHWARTZMAN, Simon. A pesquisa científica e o interesse público. Revista Brasileira de Inovação, Rio de Janeiro, v. 1, n. 1, 2002. DOI: https://doi.org/10.20396/rbi.v1i2.8648864
SCHWARTZMAN, Simon; CASTRO, Cláudio de Moura. Ensino, formação profissional e a questão da mão de obra. Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, Rio de Janeiro, v. 21, n. 80, p. 563-624, jul./set. 2013. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ensaio/a/B8Kb6jfXqvCrfrfpWWr8Wsm/?format=html. Acesso em: 22 nov. 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-40362013000300010
SECCÀ, Rodrigo Ximines; LEAL, Rodrigo Mendes. Análise do setor do ensino superior privado no Brasil. Rio de Janeiro: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), 2009.
SGUISSARDI, Valdemar; SILVA JÚNIOR, João dos Reis. Trabalho intensificado nas federais: pós-graduação e produtivismo acadêmico. São Paulo: Xamã Editora, 2009.
SHORE, Chris. Audit culture and illiberal governance: universities and the politics of accountability. Anthropological Theory, London, v. 8, n. 3, p. 278–298, set. 2008. Disponível em: https://doi.org/10.1177/1463499608093815. Acesso em: 4 nov. 2025. DOI: https://doi.org/10.1177/1463499608093815
SILVA, Evando Mirra de Paula e. Desenvolvimento tecnológico e inovação: nota sobre pós-graduação, desenvolvimento tecnológico e inovação. In: BRASIL. Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) 2011–2020. Vol. 2. Brasília: CAPES, 2012a. p. 13–30.
SLAUGHTER, Sheila; LESLIE, Larry L. Academic capitalism: politics, policies and the entrepreneurial university. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 1997.
SOBEL, I. The human capital revolution in economic development: its current history and status. Comparative Education Review, Chicago, v. 22, n. 2, p. 279–308, 1978. DOI: https://doi.org/10.1086/445982
STEHR, Nico. Knowledge societies. London: Sage, 1994.
STINE, Deborah D. Science and technology policymaking: a primer. Washington, DC: Congressional Research Service, 2009.
STRATHERN, Marilyn. Introduction: new accountabilities. In: STRATHERN, Marilyn (ed.). Audit cultures: anthropological studies in accountability, ethics and the academy. London; New York: Routledge, 2005. p. 1–18.
TIMES HIGHER EDUCATION. Times Higher Education World University Rankings. London: Times Higher Education Ltd., 2013. Disponível em: http://www.timeshighereducation.co.uk/world-university-rankings/2012-13/world-ranking. Acesso em: 3 nov. 2025.
TRINDADE, Hélgio. Universidade em ruínas: na república dos professores. Petrópolis: Vozes, 2000.
UMPIERES, Rodrigo Tolotti. As 6 aquisições que tornaram a Kroton a maior empresa de educação do mundo. InfoMoney, São Paulo, 22 abr. 2013. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/negocios/as-6-aquisicoes-que-tornaram-a-kroton-a-maior-empresa-de-educacao-do-mundo/. Acesso em: 4 nov. 2025.
UNITED KINGDOM. Higher Education Statistics Agency. The students at HE institutions by level of study, mode of study, domicile and sex 2012/2013. London: HESA, 2015. Disponível em: https://www.hesa.ac.uk/component/pubs/?Itemid=&task=show_year&pubId=1709&versionId=35&yearId=311. Acesso em: 24 set. 2015.
UNITED KINGDOM. Higher Education Statistics Authority. Higher education statistics. London: HESA, 2011. Disponível em: http://www.hesa.ac.uk/content/view/1897/239/. Acesso em: 22 nov. 2025.
UNITED STATES. Central Intelligence Agency. The World Factbook. Washington, DC: CIA, 2015. Disponível em: https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/uy.html. Acesso em: 17 set. 2015.
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA (UFPB). Plano de desenvolvimento institucional 2014–2018. João Pessoa: UFPB, 2014.
WALLERSTEIN, Immanuel et al. Open the social sciences. Stanford: Stanford University Press, 1996.
WASHBURN, J. University Inc.: the corporate corruption of higher education. New York: Basic Books, 2005.
ZIMAN, J. Post-academic science: constructing knowledge with networks and norms. Science & Technology Studies, Helsinki, v. 9, n. 1, p. 67–80, 1996. DOI: https://doi.org/10.23987/sts.55095
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Terry Mulhall

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
A Caos é regida por uma Licença da Creative Commons (CC): CC BY-NC 4.0, aplicada a revistas eletrônicas, com a qual os autores declaram concordar ao fazer a submissão. Os autores retêm os direitos autorais e os de publicação completos.
Segundo essa licença, os autores são os detentores dos direitos autorais (copyright) de seus textos, e concedem direitos de uso para outros, podendo qualquer usuário copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato, remixar, transformar e criar a partir do material, ou usá-lo de qualquer outro propósito lícito, observando os seguintes termos: (a) atribuição – o usuário deve atribuir o devido crédito, fornecer um link para a licença, e indicar se foram feitas alterações. Os usos podem ocorrer de qualquer forma razoável, mas não de uma forma que sugira haver o apoio ou aprovação do licenciante; (b) NãoComercial – o material não pode ser usado para fins comerciais; (c) sem restrições adicionais – os usuários não podem aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.
Recomendamos aos autores que, antes de submeterem os manuscritos, acessem os termos completos da licença (clique aqui).









