SILÊNCIO E ESTIGMA NA ESCOLA E A INVISIBILIZAÇÃO DAS CULTURAS AFRO-BRASILEIRAS: reflexões a partir de uma experiência no ensino religioso
DOI:
https://doi.org/10.46906/caos.n35.73493.p58-78Palavras-chave:
culturas afro-brasileiras, invisibilização cultural, representações sociais, preconceito.Resumo
Este artigo discute o processo de invisibilização das culturas afro-brasileiras no ambiente escolar, a partir de uma experiência vivida em uma aula da disciplina de Ensino Religioso em escola pública da região metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais. O objetivo central é analisar como as representações culturais pejorativas, muitas vezes reproduzidas na escola, contribuem para o silenciamento de identidades historicamente marginalizadas. A metodologia adotada é qualitativa, baseada em uma experiência observacional e respaldada por referenciais teóricos. Os resultados apontam que a ausência de diálogo crítico sobre a diversidade cultural favorece a reprodução de estereótipos e o fortalecimento de hierarquias simbólicas. A discussão enfatiza o papel escolar como espaço de disputa simbólica, onde a cultura dominante se impõe sobre outras formas de saber e expressão. Conclui-se que o reconhecimento e a valorização das culturas afro-brasileiras são fundamentais para a construção de uma educação mais inclusiva, crítica e plural.
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