La violencia contra periodistas como fenómeno sociotécnico:
una propuesta conceptual a partir de casos en Bahía
Palabras clave:
Violencia contra periodistas, Libertad de prensa, Teoría del Actor-Red, Redes sociotécnicas, BahiaResumen
El artículo analiza la violencia contra periodistas como un fenómeno sociotécnico resultante de interacciones entre actores humanos y no humanos, a la luz de la Teoría del Actor-Red (TAR). A partir de dos estudios de caso en Bahía — la agresión al equipo de TV Bahía (2021) y el acoso moral en TV UESB (2023) —, se demuestra que los actos de violencia son productos de redes comunicacionales, institucionales y tecnológicas que sustentan prácticas de silenciamiento. Se propone un conjunto de acciones preventivas y éticas para reconfigurar dichas redes, incluyendo observatorios con inteligencia artificial, protocolos interinstitucionales y políticas de seguridad periodística. La investigación contribuye a los estudios de las culturas mediáticas al discutir la mediatización de la violencia y las implicaciones éticas y democráticas del periodismo en contextos de vulnerabilidad.
Descargas
Citas
BENETTI, Márcia. Análise do discurso em jornalismo: estudo de vozes e sentidos. In: LAGO, Cláudia; BENETTI, Márcia (org.). Metodologia de pesquisa em jornalismo. Petrópolis: Vozes, 2007.
BLOTTA, Vitor. Violência contra jornalistas e liberdade de expressão no Brasil contemporâneo: a mordida do Ouroboro. Infoamérica: Iberoamerican Communication Review, n. 10, 2016. Disponível em: https://www.infoamerica.org/icr/n10/blotta.pdf. Acesso em: 12 out. 2025.
BOURDIEU, Pierre. Sobre a televisão. Rio de Janeiro: Zahar, 1997.
BUSQUETS, Marisol Cano. Violencia contra los periodistas: configuración del fenómeno, metodologías y mecanismos de intervención. Bogotá: Editorial Pontificia Universidad Javeriana, 2019.
CALLON, Michel. Techno-economic networks and irreversibility. In: LAW, John (org.). A sociology of monsters: essays on power, technology and domination. London: Routledge, 1991.
CHRISTOFOLETTI, Rogério. Ética no jornalismo: reflexões sobre a prática contemporânea. Florianópolis: Editora Insular, 2004.
CPJ — COMMITTEE TO PROTECT JOURNALISTS. Impunity on the rise in Brazil as journalists face threats and attacks. New York, 2024. Disponível em: https://cpj.org. Acesso em: 10 out. 2025.
FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas. Relatório da violência contra jornalistas e liberdade de imprensa no Brasil – 2023. Brasília: FENAJ, 2023.
FLICK, Uwe. Introdução à pesquisa qualitativa. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.
GALTUNG, Johan. Violence, Peace, and Peace Research. Journal of Peace Research, v. 6, n. 3, p. 167–191, 1969.
GILLESPIE, Tarleton. Custodians of the Internet: Platforms, Content Moderation, and the Hidden Decisions that Shape Social Media. New Haven: Yale University Press, 2018.
GOULD, Jonathan; BLOTTA, Vitor. Desinformação e democracia: desafios à liberdade de imprensa. São Paulo: USP/IEA, 2022.
HATAKKA, Mikael. Hostile Environments: Digital Attacks on Journalists in the Global South. Digital Journalism, v. 10, n. 5, p. 723–740, 2022.
KOVACH, Bill; ROSENSTIEL, Tom. Os elementos do jornalismo: o que os jornalistas devem saber e o público exigir. 2. ed. São Paulo: Geração Editorial, 2023.
LATOUR, Bruno. Reagregando o social: uma introdução à Teoria Ator-Rede. Salvador: EDUFBA, 2012.
LE CAM, Florence; PEREIRA, Fábio; RUELLAN, Denis. Violências públicas e hierárquicas contra jornalistas: uma perspectiva internacional. Revista Estudos em Jornalismo e Mídia, v. 18, n. 2, 2021.
LEMOS, André. A comunicação das coisas: teoria ator-rede e cibercultura. São Paulo: Annablume, 2013.
MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 14. ed. São Paulo: Hucitec, 2012.
O GLOBO. Jornalistas da TV Bahia são agredidos por seguranças presidenciais em Itamaraju. Rio de Janeiro, 12 dez. 2021. Disponível em: https://oglobo.globo.com. Acesso em: 10 out. 2025.
REGINATO, Gisele. As finalidades do jornalismo: o que dizem os veículos, jornalistas e leitores. Florianópolis: Editora Insular, 2019.
RELLY, Jeannine E.; BUSTAMANTE, Carolina. Silencing Mexico: A Study of Influences on Journalists in the Northern States. The International Journal of Press/Politics, v. 22, n. 3, p. 377–402, 2017.
RIBEIRO, K. P. Violência e poder em Hannah Arendt. Cadernos Arendt, v. 1, n. 1, 2020.
RSF — REPÓRTERES SEM FRONTEIRAS. Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa 2024: jornalismo sob pressão política, 2024. Disponível em: https://rsf.org/pt-br/ranking-mundial-da-liberdade-de-imprensa-2024-jornalismo-sob-press%C3%A3o-pol%C3%ADtica. Acesso em: 17 out. 2025.
SINJORBA – Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Bahia. TRT condena UESB por assédio moral na Assessoria de Comunicação. Salvador, 17 jul. 2023. Disponível em: https://sinjorba.org.br. Acesso em: 10 out. 2025.
SPONHOLZ, Larissa. Objetividade e jornalismo: um mito contemporâneo. São Paulo: Summus, 2003.
STAKE, Robert. Qualitative Case Studies. In.: DENZIN, Norman; LINCOLN, Yvonna (orgs.). The Sage Handbook of Qualitative Research. 3. ed. Thousand Oaks: Sage, 2005.
TUFTE, Thomas. Communication and Social Change: A Citizen Perspective. Cambridge: Polity Press, 2021.
UNESCO. Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. World Trends in Freedom of Expression and Media Development 2021/2022. Paris: UNESCO, 2022.
VIEIRA, João Paulo. Ataques digitais e censura algorítmica: a vulnerabilidade de jornalistas nas redes sociais. Revista Brasileira de Comunicação, v. 45, n. 1, 2022.
YIN, Robert. Estudo de caso: planejamento e métodos. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2015.
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Alan Araújo Barbosa

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.
A submissão de originais para Revista Culturas Midiáticas implica na transferência, pelos autores (as), dos direitos de publicação impressa e digital. Os direitos autorais para os artigos publicados são do autor (a), com direitos da Revista Culturas Midiáticas sobre a primeira publicação. Em virtude de sermos um periódico de acesso aberto, permite-se o uso gratuito dos artigos em aplicações educacionais, científicas, não comerciais, desde que citada a fonte (por favor, veja a Licença Creative Commons no rodapé desta página).



