O gari não tem nome?

Uma análise discursiva da circulação de notícias sobre o assassinato de Laudemir Souza Fernandes

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.2763-9398.2026v25n.76665

Palavras-chave:

Raça e racismo, Mídia hegemônica, Discurso, Necropolítica, Caso Laudemir

Resumo

O trabalho investiga a circulação de notícias na versão online do Estado de Minas sobre o assassinato de Laudemir de Souza Fernandes por Renê da Silva Nogueira Júnior, a partir de títulos e subtítulos, no “caso do gari”. O recorte vai de 11 a 21 de agosto de 2025 (48h após a confissão), analisando discursivamente os enunciados e diferenças no tratamento de Laudemir e Renê. Utiliza Análise do Discurso enunciativa (Maingueneau), dialogismo e gêneros (Bakhtin), além de signo ideológico (Volóchinov) e linguagem-intervenção (Rocha). Para compreender a outridade negra no Brasil, dialoga com raça (Hall), necropolítica (Mbembe), dispositivo de racialidade (Carneiro) e sujeito (hooks). Foram analisadas 82 matérias, indicando esforço do jornal em diversificar a imagem de Renê e reduzir Laudemir a “o gari”.

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Biografia do Autor

Nathália Basil, 5521972749957

Nathália Basil é doutoranda em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense (UFF), membro dos grupos de pesquisa MiDICom - Mídias Digitais, Identidade e Comunicação - da UFF, inscrito no diretório do CNPq, e LIDD - Laboratório de Identidades Digitais e Diversidade - UFRJ. Mestra em Relações Étnico Raciais (2023) pelo Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ), com a pesquisa "Diversidade da porta pra dentro: uma análise da percepção de profissionais negros e negras sobre as ações de ESG em seus ambientes de trabalho", premiada no Concurso Internacional de Tesis de Postgrado Maestria y Doctorado, Premio Anamaría Harvey 2023, ALED. Possui pós-graduação em Branding (2020), pelo Istituto Europeo Di Design (IED-Rio) e é graduada em Administração (2017) pela Universidade Federal Fluminense (UFF).


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Publicado

2026-04-02