Pensar a comunicação brasileira a partir de uma abordagem decolonial:
Aspectos de raça, classe e gênero em diálogo
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2763-9398.2026v25n.76666Palavras-chave:
Comunicação, Raça, Classe, GêneroResumo
A partir do diálogo com a decolonialidade, este trabalho pretende ampliar o debate sobre os aspectos de raça, classe e gênero para pensar a comunicação brasileira. Partindo destas categorias, que consideramos indissociáveis, nosso intuito é complexificar essas intersecções, trazendo suas definições para fomentar perspectivas imbuídas de criticidade. A partir de uma abordagem interdisciplinar e decolonial, este artigo discute como a colonialidade do poder, do saber e do ser estruturam a produção de subjetividades e as práticas sociais e comunicacionais na sociedade contemporânea no território brasileiro.
Downloads
Referências
ADICHIE, C. N. O perigo de uma história única. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
AKOTIRENE, C. Interseccionalidade. São Paulo: Sueli Carneiro; Pólen, 2019.
ARRUZZA, C. Considerações sobre gênero: reabrindo o debate sobre patriarcado e/ou capitalismo. Revista Outubro, [S. l.], n. 23, p. 33-58, 2015.
CABRAL, A. Análise de alguns tipos de resistência. Bolama, Guiné-Bissau: Imprensa Nacional, 1979.
CAETANO, M. G. Bordas do corpo, fronteiras do mundo: notas sobre o feminismo fronteiriço. In: LOPES, A.; FACINA, A.; SILVA, D. (Org.). Nó em pingo d’água: sobrevivência, cultura e linguagem. Rio de Janeiro: Mórula; Florianópolis: Insular, 2019.
CARRERA, F. Roleta interseccional: proposta metodológica para análises em Comunicação. E-Compós, [S. l.], v. 24, 2021.
CÉSAIRE, A. Discurso sobre o colonialismo. São Paulo, SP: Veneta, 2020.
COLLINS, P. H.; BILGE, S. Interseccionalidade. 1. ed. São Paulo, SP: Boitempo, 2021.
CONCEIÇÃO DOS SANTOS, P. H. O mito da publicidade antirracista ou sobre o capital de representatividade: por outra ética publicitária. Tese (Doutorado em Mídia e Cotidiano) – Instituto de Arte e Comunicação Social, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2023.
COX, O. C. Caste, class & race: a study in social dynamics. New York, United States: Monthly Review Press, 1959.
DANTAS, A. Geografia e epistemologia do sul na obra de Milton Santos. Mercator, Fortaleza, v. 13, n. 3, p. 49-61, 2014.
DAVIS, A. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016.
FANON, F. Racismo e cultura. Revista Convergência Crítica, [s. l.], n. 13, p. 78-90, 2018.
FANON, F. Pele Negra, máscaras brancas. São Paulo: Ubu Editora, 2020.
FEDERICI, S. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. São Paulo: Elefante, 2017.
FRASER, N. Da redistribuição ao reconhecimento? Dilemas da justiça numa era “pós-socialista”. Cadernos de Campo, [S. l.], v. 15, n. 14-15, p. 231-239, 2006.
FREIRE, P. Conscientização. 1. ed. 3. reimp. São Paulo: Cortez, 2021.
GOMES, N. L. Alguns termos e conceitos presentes no debate sobre relações raciais no Brasil: uma breve discussão. In: BRASIL. Educação anti-racista: caminhos abertos pela lei federal nº 10.639/03. Brasília, MEC, Secretaria de educação continuada e alfabetização e diversidade, 2005.
GONZALEZ, L. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. 1. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
GROSFOGUEL, R. Para descolonizar os estudos de economia política e os estudos pós-coloniais: Transmodernidade, pensamento de fronteira e colonialidade global. Revista Crítica de Ciências Sociais, n. 80, p. 115-147, 2008.
HALL, S. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2009.
HALL, S. Cultura e representação. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio: Apicuri, 2016.
hooks, b. Intelectuais negras. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 3, n. 2, p. 464.-478, 1995.
hooks, b. Olhares negros: raça e representação. São Paulo: Elefante, 2019.
KILOMBA, G. Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.
MALDONADO-TORRES, N. Analítica da colonialidade e da decolonialidade: algumas dimensões básicas: em decolonialidade e pensamento afrodiaspórico. In: BERNARDINO-COSTA, J.; MALDONADO-TORRES, N.; GROSFOGUEL, R. (Orgs.). Decolonialidade e pensamento afrodiaspórico. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2019.
MARTINO, L. C. (2001). De qual comunicação estamos falando?. In: HOHLFELDT, A; MARTINO, L. C.; FRANÇA, V. V. (Orgs.). Teorias da comunicação: conceitos, escolas e tendências. 11. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011.
MARX, K; ENGELS, F. Manifesto do Partido Comunista. São Paulo: EDIPRO, 2015.
MARX, K; ENGELS, F. A ideologia alemã: crítica da mais recente filosofia alemã em seus representantes Feuerbach, B. Bauer e Stirner. Petrópolis, RJ: Vozes, 2019.
MATTOS, M. B. A classe trabalhadora. São Paulo: Boitempo, 2019.
MOMBAÇA, J. Não vão nos matar agora. Rio de Janeiro, RJ: Cobogó, 2021.
MORAES, F.; SILVA, M. V. A objetividade jornalística tem raça e tem gênero: a subjetividade como estratégia descolonizadora. In: ENCONTRO ANUAL DA COMPÓS, 28., 2019, Porto Alegre. Anais [...] Campinas, Galoá, 2019.
NJERI, A. Reflexões artístico-filosóficas sobre a Indústria Cultural. Revista Observatório Itaú Cultural, São Paulo, n. 32, p. 77-83, 2022.
OLIVEIRA, D. de. Racismo estrutural: uma perspectiva histórico-crítica. São Paulo: Editora Dandara, 2021a.
OLIVEIRA, O. B. Contribuições para descolonização do pensamento na Comunicação. Cambiassu: Estudos em Comunicação, [S. l.], v. 16, n. 27, p. 221-241, 2021b.
OYĚWÙMÍ, O. A invenção das mulheres: construindo um sentido africano para os discursos ocidentais de gênero. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2021.
QUIJANO, A. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, E. A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires, CLACSO, 2005.
QUINTANEIRO, T. Um toque de clássicos: Marx, Durkheim e Weber. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2009.
RIBEIRO, D. Lugar de fala. São Paulo, SP: Sueli Carneiro: Pólen, 2019.
SEGATO, R. L. Gênero e colonialidade: em busca de chaves de leitura e de um vocabulário estratégico descolonial. e-cadernos ces, [S. l.], n. 18, p. 106-131, 2012.
SODRÉ, M. A ciência do comum: notas para o método comunicacional. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014.
SODRÉ, M. As estratégias sensíveis: afeto, mídia e política. 2. ed. Rio de Janeiro, RJ: Mauad X, 2016.
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Ohana Boy Oliveira, Pedro Henrique Conceição dos Santos

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
A submissão de originais para Revista Culturas Midiáticas implica na transferência, pelos autores (as), dos direitos de publicação impressa e digital. Os direitos autorais para os artigos publicados são do autor (a), com direitos da Revista Culturas Midiáticas sobre a primeira publicação. Em virtude de sermos um periódico de acesso aberto, permite-se o uso gratuito dos artigos em aplicações educacionais, científicas, não comerciais, desde que citada a fonte (por favor, veja a Licença Creative Commons no rodapé desta página).




