Entre o eu e o nós:
A escrevivência como possibilidade e fabulação no cinema
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2763-9398.2026v25n.76641Palavras-chave:
Escrevivência, Cinema Negro, Resistência, Raça, LGBTQIAPN+Resumo
Neste artigo, analisamos, em perspectiva teórica e metodológica, a noção de escrevivência, formulada por Conceição Evaristo, como estratégia política de resistência que permite às populações negras assumirem o controle de suas narrativas. O objeto de análise é o documentário Além de PRETO, VIADO (2017), que aborda experiências de homens negros e gays para refletir sobre opressões individuais e coletivas. Defendemos que a escrevivência reconfigura epistemologias coloniais ao valorizar vozes historicamente subalternizadas, especialmente de mulheres negras, mas também aplicável a outras interseccionalidades. Essa noção articula passado e presente, promovendo reflexão sobre experiências vividas e abrindo possibilidades de construção coletiva de futuros. Concluímos que, ao integrar memória, agência e dimensão coletiva das vivências negras e LGBTQIAPN+, a escrevivência se consolida, no cinema negro, como ferramenta de resistência, criação e transformação social e estética.
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