Da circulação de saberes aos saberes circulares:
A roda como espaço de confluência para o ensino e a pesquisa em relações étnico-raciais
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2763-9398.2026v25n.76464Palavras-chave:
Metodologias Afrodiaspóricas, Roda, Juventudes, Jornalismo, RacismoResumo
Neste artigo, discutimos a contribuição das rodas de conversa para a pesquisa em recepção sobre questões étnico-raciais. Para isto, apresentamos um relato do percurso metodológico adotado na pesquisa “Representações de raça e gênero no jornalismo brasileiro”, cujo objetivo é compreender como as juventudes produzem sentidos sobre raça e racismo, mediadas pela cobertura jornalística sobre o tema. A investigação foi realizada com jovens estudantes dos cursos de Comunicação Social-Publicidade e Jornalismo da Universidade Federal Fluminense (UFF), durante os meses de outubro e novembro de 2023. A metodologia se baseou na noção de circularidade presente nas culturas africanas, a partir dos debates de Leda Martins (2002) e Antônio Bispo dos Santos (2023). Argumentamos que ao romper com a linearidade e hierarquia da modernidade ocidental, as rodas criam um espaço de confluência (Bispo dos Santos, 2023) de saberes e experiências sobre o racismo, mas também de enfrentamento a ele.
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