Teste de representatividade:
uma alternativa metodológica para avaliar presença e protagonismo em produtos midiáticos
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2763-9398.2026v25n.76453Palavras-chave:
Eixos de resistência, Imagens de controle, Metodologia de análise, RepresentatividadeResumo
Este artigo apresenta uma alternativa metodológica para analisar representatividade em produtos midiáticos, desenvolvida a partir de trabalhos anteriores (Souza, 2021). O procedimento organiza-se em quatro passos: 1) a observação das representações; 2) a definição das imagens de controle; 3) a identificação dos eixos de resistência às imagens de controle (Collins, 2019a) nas representações localizadas; e 4) a aplicação do Teste de Representatividade com escala ordinal de três pontos (0–1–2). Nossa tese é a de que a representatividade pode ser mensurada, desde que como processo; nesse sentido, combinamos as notas de cada indicador em uma média (0–2), o que indicará maior ou menor nível de representatividade em cada produto, em vez de um rótulo “representativo” ou “não representativo”.
Downloads
Referências
ARAÚJO, Joel Zito. A força de um desejo – a persistência da branquitude como padrão estético audiovisual. Revista USP, São Paulo, n. 69, p.72-79, 2006. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/revusp/article/view/13514. Acesso em: 07 jul. 2020.
BARBOSA, Luciene Cecilia. Situações de Racismo e Branquitude Representadas na Telenovela "Da Cor do Pecado". In: XXVII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, NP 14 – Ficção Seriada, Porto Alegre, 2004. Anais… Porto Alegre, Intercom. pág.1-13. Disponível em: https://portcom.intercom.org.br/pdfs/167494249059359727335789813482539549294.pdf. Acesso em: 03 jun. 2020
BORGES, Rosane. Esboços de um tempo presente. Rio de Janeiro: Malê, 2016.
CANDIDO, Marcia Rangel; FERES JUNIOR, João. Representação e estereótipos de mulheres negras no cinema brasileiro. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 27, p. 1-13, 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ref/a/5zzSXRTXZgsN8CMcYjhYQvg. Acesso em: 07 jul. 2020.
CARRERA, Fernanda. Para além da descrição da diferença: apontamentos sobre o método da roleta interseccional para estudos em comunicação. Liinc em Revista, v. 17, n. 2, e5715, 2021.
CHINEN, Nobuyoshi. O papel do negro e o negro no papel: representação e representatividade dos afrodescendentes nos quadrinhos brasileiros. 2013. Tese (Doutorado em Ciências da Comunicação) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013.
COLLINS, Patricia Hill. Aprendendo com o outsider within: a significação sociológica do pensamento feminista negro. Revista Sociedade e Estado, v. 31, n° 1, Florianópolis, jan/abril, 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/j/se/a/MZ8tzzsGrvmFTKFqr6GLVMn/. Acesso em: 26 mai. 2020.
COLLINS, Patricia Hill. Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento. São Paulo: Boitempo, 2019a.
COLLINS, Patricia Hill. Patricia Hill Collins explica pensamento feminista negro: #1 Imagens de controle. [São Paulo] Boitempo Editorial, 2019b. 1 vídeo (8 min e 24 seg). Publicado por TV Boitempo. Disponível em: https://youtu.be/XVdbyhuAJEs. Acesso em: 26 mai. 2020.
CRENSHAW, Kimberle. Mapping the margins: Intersectionality, identity politics, and violence against women of color. Stan. L. Rev., v. 43, p. 1241, 1991.
FRANÇA, Vera Regina Veiga. Representações, mediações e práticas comunicativas. In: M. PEREIRA; R. C. GOMES; V. L. F. FIGUEIREDO (org). Comunicação, representação e práticas sociais. Rio de Janeiro, PUC Rio; Aparecida: Idéias & Letras, 2004. p. 13-26.
GUIMARÃES, Joana Silvestre. Mulher negra e representatividade: uma análise das produções audiovisuais brasileiras em 2016. Rio de Janeiro, 2017. Monografia (Graduação em Comunicação Social/Jornalismo) — Universidade Federal do Rio de Janeiro — UFRJ, Escola de Comunicação — ECO.
GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: L. A. M. SILVA et al. Movimentos sociais urbanos, minorias étnicas e outros estudos. Ciências Sociais Hoje, Brasília, ANPOCS n. 2, p. 223-244, 1984.
GRIJÓ, Wesley Pereira; SOUSA, Adam Henrique Freire. O negro na telenovela brasileira: a atualidade das representações. Estudos em Comunicação, n. 11, p. 185-204, 2012. Disponível em: https://www.ec.ubi.pt/ec/11/pdf/EC11-2012Mai-09.pdf. Acesso em: 24 jul. 2018.
HALL, Stuart. Cultura e representação. Rio de Janeiro: Ed. PUC-RIO: Apicuri, 2016.
HALL, Stuart. Raça, cultura e comunicações: olhando para trás e para frente dos Estudos culturais. Revista Projeto História, São Paulo: EDUC, n. 31, 2005.
HICKEY, Walt; KOEZE, Ella; DOTTLE, Rachael; WEZEREK, Gus. FiveThirtyEight: Roundtable discussion on “Creating The Next Bechdel Test”. [Vídeo]. ABC News, 17 jun. 2018. Disponível em: https://abcnews.go.com/fivethirtyeight/video/fivethirtyeight-roundtable-discussion-creating-bechdel-test-55953184. Acesso em: 30 jan. 2021.
LIAO, Shannon. We can do better than The Bechdel Test. The Verge, 2017. Disponível em: https://www.theverge.com/2017/12/22/16807424/alternatives-bechdel-test-bad-moms-lena-waithe. Acesso em: 30 jan. 2021.
NWABASILI, Mariana Queen. A altura das falas na realidade e na ficção audiovisual: reflexões sobre representação e representatividade. NOVOS OLHARES (USP), volume 6, p. 129-146, 2017.
PILAR, Olívia. Resistência, imagens de controle e representatividade. In: Pâmela Guimarães-Silva. (Org.). Orientação afirmativa: interseccionalidade e comunicação. 1ed. Belo Horizonte: Selo PPGCOM/UFMG, 2021, v. 1, p. 51-66.
RODRIGUES, Cristiano; ABREU, Mariana Sales de A. MARIELLE VIROU SEMENTE?: A eleição de Áurea Carolina e Talíria Petrone como resistência às violências sofridas por corpos de mulheres negras. In: Congresso da Associação Brasileira e Pesquisadores em Comunicação e Política, 2019, Brasília. Anais […]. Brasília: Compolítica, 2019. Disponível em: http://compolitica.org/novo/anais/2019_gt5_Rodrigues.pdf. Acesso em: 02 fev. 2020.
SANTI, Heloise Chierentin; SANTI, Vilso Junior Chierentin. Stuart Hall e o trabalho das representações. Anagrama, v. 2 n. 1, 2008. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/anagrama/article/view/35343/38063. Acesso em: 09 mar. 2020.
SANTOS, Richard. Maioria minorizada: um dispositivo analítico de racialidade. Rio de Janeiro: Telha, 2020.
SIMÕES, Paula Guimarães. A centralidade da experiência na constituição das representações: contribuições interdisciplinares para o campo da comunicação. E-Compós, Brasília, v. 13, p. 1-17, 2010. Disponível em: https://www.e-compos.org.br/e-compos/article/view/420. Acesso em: 24 jul. 2019.
SIMÕES, Paula Guimarães. Mulheres Apaixonadas e outras histórias: amor, telenovela e vida social. 2004. Dissertação (Mestrado em Comunicação Social) — Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2004.
SILVA, Wagner Machado da. A telenovela e os negros: A representatividade étnica na Rede Globo entre 2011 e 2017. In: 41º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2018, Joinville. Anais […]. Intercom: Joinville, 2018. Disponível em: https://portalintercom.org.br/anais/nacional2018/resumos/R13-0054-1.pdf. Acesso em: 30 jan. 2021.
SOUZA, Olívia Luiza Pilar de. Representatividade importa? Representação, imagens de controle e uma proposta de representatividade a partir das personagens mulheres negras em “Malhação: Viva a diferença”. 2021. Dissertação (Mestrado em Comunicação) – Universidade Federal de Minas Gerais, 2021.
WALETZKO, Anna. Why the Bechdel Test Fails Feminism. HuffPost, 2017. Disponível em: https://www.huffpost.com/entry/why-the-bechdel-test-fails-feminism_b_7139510. Acesso em: 30 jan. 2021.
WARD, L. Monique. Wading Through the Stereotypes: Positive and Negative Associations Between Media Use and Black Adolescents' Conceptions of Self. Developmental Psychology, p. 284–294, 2004.
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Olívia Pilar

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
A submissão de originais para Revista Culturas Midiáticas implica na transferência, pelos autores (as), dos direitos de publicação impressa e digital. Os direitos autorais para os artigos publicados são do autor (a), com direitos da Revista Culturas Midiáticas sobre a primeira publicação. Em virtude de sermos um periódico de acesso aberto, permite-se o uso gratuito dos artigos em aplicações educacionais, científicas, não comerciais, desde que citada a fonte (por favor, veja a Licença Creative Commons no rodapé desta página).




