Entre o corpo, a escadaria e o gesto:

Distribuições do sensível na cidade-mídia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.2763-9398.2026v25n.76659

Palavras-chave:

arte urbana, imagem, cidade como mídia, Marielle Franco, disputa simbólica

Resumo

Este artigo investiga os modos como a cidade opera como mídia sensível e campo de disputas simbólicas, tendo como foco a escadaria conhecida como Escadaria da Vila Madalena, em São Paulo — também chamada de escadaria da Rua Cristiano Viana ou do Arco. Nesse espaço, a imagem de Marielle Franco — vereadora do Rio de Janeiro assassinada em 2018 — tornou-se ponto de memória e resistência, sendo alvo de sucessivos atos de apagamento. Com base em Hans Belting, Jacques Rancière e Milton Santos, discute-se como os espaços urbanos participam ativamente da constituição, circulação e silenciamento das imagens. Analisa-se a arte urbana como prática estética e política que incide sobre os regimes de visibilidade, reconfigurando as formas de acesso e participação no espaço comum. A escadaria, nesse contexto, constitui-se como palimpsesto e arena sensível, onde diferentes narrativas disputam a permanência e os modos de aparição no espaço público.

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Biografia do Autor

Francielle Czarneski, Universidade Tuiuti do Paraná

Mestra em Comunicação e Linguagens pelo Programa de Pós-Graduação stricto sensu em Comunicação e Linguagens (PPGCom/UTP) da Universidade Tuiuti do Paraná UTP, sendo Bolsista PROSUP/CAPES. Graduada em História pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci (2021) e em Artes Visuais pela Universidade Tuiuti do Paraná (2014). Com 11 anos de experiência como professora na rede estadual do Paraná, ministrando disciplinas de Artes e Mídias. Membro da Equipe Técnica da Revista INTERIN (ISSN: 1980-5276). Sua pesquisa atual destaca-se na análise da relação entre a medialidade das imagens e a dimensão política do luto, com foco na destruição das imagens de Marielle Franco.

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Publicado

2026-04-02