Entre o corpo, a escadaria e o gesto:
Distribuições do sensível na cidade-mídia
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2763-9398.2026v25n.76659Palavras-chave:
arte urbana, imagem, cidade como mídia, Marielle Franco, disputa simbólicaResumo
Este artigo investiga os modos como a cidade opera como mídia sensível e campo de disputas simbólicas, tendo como foco a escadaria conhecida como Escadaria da Vila Madalena, em São Paulo — também chamada de escadaria da Rua Cristiano Viana ou do Arco. Nesse espaço, a imagem de Marielle Franco — vereadora do Rio de Janeiro assassinada em 2018 — tornou-se ponto de memória e resistência, sendo alvo de sucessivos atos de apagamento. Com base em Hans Belting, Jacques Rancière e Milton Santos, discute-se como os espaços urbanos participam ativamente da constituição, circulação e silenciamento das imagens. Analisa-se a arte urbana como prática estética e política que incide sobre os regimes de visibilidade, reconfigurando as formas de acesso e participação no espaço comum. A escadaria, nesse contexto, constitui-se como palimpsesto e arena sensível, onde diferentes narrativas disputam a permanência e os modos de aparição no espaço público.
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