Entre planos de imanência e Ifá:
Um sul de interpretação para a governamentalidade algorítmica
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2763-9398.2026v25n.76646Palavras-chave:
Governamentalidade algorítmica, Candomblé, Afrocentrismo, Individuação, CivilizaçãoResumo
Este artigo sugere referências epistemológicas do Candomblé para a crítica da governamentalidade algorítmica em seu viés neocolonialista. Esse objetivo é conduzido a partir da experiência do Laboratório de Inovação do Ponto de Cultura Côco de Umbigada (mantido pelo terreiro de Candomblé Nagô Ilê Axé Oxun Karê, em Olinda, Pernambuco). Interessa-nos nesse ensaio as formas de relacionamento com sistemas técnicos que tornaram possível o desenvolvimento do game Contos de Ifá, que nos serve de estudo de caso. A análise dessa experiência aponta elementos emancipatórios de uma metodologia que se assenta sobre um plano de imanência afrobrasileiro e torna possível processos de individuação coletiva a partir de um imaginário sociotécnico no qual se materializa uma cosmopolítica de intervenção social e uma cosmopoética de refúgio. Além do estudo de caso, metodologicamente, o artigo se ampara em observação participante e análise documental.
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