EROTISMO E VIOLÊNCIA NA TRADUÇÃO POÉTICA DE HERBERTO HELDER

Autores/as

  • Rafaella Dias Fernandez Universidade Federal do Pará
  • Izabela Guimaraes Guerra Leal

Palabras clave:

Tradução, Criação, Corpo.

Resumen

O poeta português contemporâneo Herberto Helder não denomina seus trabalhos de apropriações de outros poetas como tradução, em seus livros, o termo empregado é “poemas mudados para português”. Esta forma peculiar de definir o trabalho de tradução já aponta para o gesto de traduzir como um ato de criação literária, de inovação poética. O tradutor, ao transpor para a sua língua materna a obra estrangeira, não está transcrevendo a obra alheia, mas sim criando uma nova obra. A atividade de tradução poética na obra de Herberto Helder está relacionada ao erotismo e à violência, a escrita é corporal. Há a presença dos órgãos, dos fluxos vitais; o corpo passa a ser pensado em partes, como potência viva, e isso possibilita ao poeta o vazio da forma, o espaço para novas formas e significados. Nessa deformação do corpo há uma violência essencial para a construção de novos sentidos poéticos. O objetivo deste trabalho é refletir sobre a tradução como um ato de criação, considerando o erotismo e a violência como processos inerentes ao trabalho poético.

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Publicado

2014-12-19

Cómo citar

Fernandez, R. D., & Leal, I. G. G. (2014). EROTISMO E VIOLÊNCIA NA TRADUÇÃO POÉTICA DE HERBERTO HELDER. Cultura E Tradução, 3(1). Recuperado a partir de https://periodicos.ufpb.br/index.php/ct/article/view/21697

Número

Sección

Artigos

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