"SÓ NÃO CHEGOU O DIA DOS MEUS AINDA"
Necropolítica, Território e Sofrimento Psíquico Negro na Atenção Psicossocial
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1887-8214.2026v4n1.78654Resumo
Este artigo, resultante de um trabalho de conclusão de residência multiprofissional em saúde mental, parte da seguinte pergunta-problema: como o sofrimento psíquico produzido pela necropolítica e pelo dispositivo de racialidade se apresenta no cotidiano da atenção psicossocial? A metodologia ancora-se na escrevivência, conforme formulada por Conceição Evaristo, como referencial filosófico-epistemológico, configurando-se como pesquisa qualitativa exploratória desenvolvida por meio de relato de experiência, com registros produzidos em memoriais reflexivos no cotidiano da residência. Os resultados, expressos pela narrativa de Nzinga, usuária de um Centro de Atenção Psicossocial no Rio de Janeiro, evidenciam que o sofrimento psíquico da população negra é produto de violências históricas, raciais e territoriais que se acumulam geracionalmente, operando também como interdição do cuidado institucional. Conclui-se que a atenção psicossocial precisa reconhecer o racismo como determinante central da saúde mental e articular o cuidado com o território e com a luta por direitos.
Palavras-chave: necropolítica; dispositivo de racialidade; saúde mental; população negra; escrevivência.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Cleiton Gomes Figueiredo, Matheus Marques Ferreira , Maxneli da Cruz Neves, Luana Menezes

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
CC Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0
