Índice de Desempenho da Gestão Ambiental (IDGA) aplicado ao setor têxtil: um estudo em duas lavanderias industriais do Agreste pernambucano

Fernanda Maria D'Emery Cavalcanti, Marília Regina Costa Castro Lyra, José Antônio Aleixo da Silva

Resumo


O mercado no qual se insere o setor têxtil demanda um alto nível de competitividade e atualização das empresas, ao mesmo tempo em que responde a diversos normativos ambientais devido a seu potencial de geração de externalidades negativas. Estas questões tornam clara a necessidade de uma gestão estratégica que compatibilize a busca pelos resultados com o respeito às questões sociais e aos recursos naturais. Um dos grandes polos de produção e comercialização de produtos têxteis no Brasil localiza-se no Agreste pernambucano, com foco na produção de jeans. Há diversos municípios que têm sua economia positivamente influenciada por este mercado. Há também, contudo, diversos problemas sociais e ambientais relacionados ao alto consumo de água no processo produtivo, ao descarte inadequado dos efluentes nos cursos d’água e às condições insalubres de trabalho às quais são submetidos os trabalhadores. Diante desta problemática, este artigo tem como objetivo a definição do grau de maturidade da gestão ambiental de empresas do setor têxtil por meio da aplicação do Índice de Desempenho da Gestão Ambiental (IDGA) – indicador ambiental desenvolvido no âmbito do Programa de Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal de Pernambuco (PRODEMA/UFPE). O conhecimento do IDGA das organizações serve como um ponto de partida para a identificação de pontos de melhoria em aspectos socioambientais. A metodologia do IDGA foi aplicada em duas lavanderias têxteis do município de Toritama, Agreste Pernambucano, e os resultados identificados foram de nível médio nos dois casos, respeitadas as particularidades quanto ao desenvolvimento de cada um dos aspectos analisados.

Palavras-chave


Aspectos ambientais; Jeans; Toritama. Desempenho ambiental.

Texto completo:

PDF

Referências


ABIT. Perfil do setor têxtil e de confecção. 2014. Disponível em: . Acesso em 11 ago 2014.

ANICET, A.; BESSA, P.; BROEGA, A. C. Ações na área da moda em busca de um design sustentável. In: REPOSITORIUM, 2011, Braga (Portugal). Anais eletrônicos... Braga: Universidade do Minho, 2011. Disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2014.

BACHA, M. de L.; SANTOS, J.; SCHAUN, A. Considerações teóricas sobre o conceito de sustentabilidade. In: SIMPÓSIO DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO E TECNOLOGIA, 7, 2010, Resende. Anais. Resende (RH), SEGET, 2010.

BARROS, A. P. de. Índice de Desenvolvimento da Gestão Ambiental (IDGA): uma proposta de indicador de desempenho ambiental para as empresas de Suape. In: CONGRESSO NORDESTINO DE ECOLOGIA, 13, 2011, Recife. Anais. Recife, Sociedade Nordestina de Ecologia, 2011.

BELLEN, H. M. Indicadores de sustentabilidade: uma análise comparativa. Cadernos EBAPE.BR, Rio de Janeiro, v.3, n.3, 2005. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_pdf&pid=S1679-39512005000300012&lng=en&nrm=iso&tlng=pt>. Acesso em: 26 ago. 2014.

BRITO, G. A. Sustentabilidade: um desafio para as lavanderias industriais. REDIGE, vol. 4 (2), 2013.

DIEESE. Relatório final: Diagnóstico do setor têxtil e de confecções de Caruaru e Região. Recife: DIEESE, 2010.

FRANK, C. da S. Avaliação de fotorreatores na degradação de corantes reativos e efluente têxtil. 2004. Dissertação (Mestrado em Química). Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria, RS, 2004.

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

LEFF, E. Saber ambiental: sustentabilidade, racionalidade, complexidade, poder. Petrópolis: Vozes, 2008. 6 ed.

LUZ, S. O. C; SELLITTO, M. A.; GOMES, L. P. Medição de desempenho ambiental baseada em método multicriterial de apoio à decisão: estudo de caso na indústria automotiva. Revista Gestão e Produção, vol. 13 (3), 2006.

MASSAROTO, L. P. Moda e identidade: o consumo simbólico do vestuário. In: COLÓQUIO DE MODA, 4, 2008, Novo Hamburgo. Anais. Novo Hamburgo, FEEVALE, 2008.

NOGUEIRA, L. S. J. Sucessão em empresas familiares: um estudo multicaso no Amazonas. Rio de janeiro: E-Papers, 2012.

POLLI, A. Gerenciamento de impactos ambientais em lavanderias têxteis. Revista brasileira de gestão ambiental, vol. 7 (2), 2013.

REDE DE DEFESA AMBIENTAL. Projeto IDGA. 2010. Disponível em: . Acesso em: 08 jan 2015.

RICCA, D. Sucessão na empresa familiar: Conflitos e soluções. São Paulo: Cla Editora, 2007.

SANTIAGO, R. S. Gestão ambiental na indústria têxtil: estudo de casos no Ceará. João Pessoa, PB: UFPB, 2011.

SEBRAE. Indústria têxtil no Brasil. 2011. Disponível em: . Acesso em: 9 mar 2014.

SELVA, V. S. F.; BARROS, A. P. Índice de Desenvolvimento da Gestão Ambiental (IDGA): uma proposta de indicador de desempenho ambiental. Resumo do projeto, 2010.

TASHIZAUA, T.; ANDRADE, R. O. B. Gestão Socioambiental: estratégias na nova era da sustentabilidade. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.

TENÓRIO, J. N. B.; SANTOS, S. M. dos; CASTRO JÚNIOR, O. V. de; ARAÚJO, F. A. de. A gestão ambiental e a competitividade na indústria têxtil. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE CUSTOS, 4, Braga, Portugal, Anais... Braga, 2006.

TRIPP, D. Pesquisa-ação: uma introdução metodológica. Revista Educação e Pesquisa, vol 31 (3), 2005.

TWARDOKUS, R. G. Reuso de água no processo de tingimento da indústria têxtil. 2004. 136 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Química) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianólpolis, 2004.

VRIES, M. F. R. K.; CARLOCK, R. S.; FLORENT-TREACY, E.F. A empresa familiar no divã: uma perspectiva psicológica. São Paulo: Bookman, 2008.




DOI: https://doi.org/10.22478/ufpb.1981-1268.2019v13n1.29117

Revista Gaia Scientia - ISSN 1981-1268

Este periódico está indexado em:




Índice h (Google Scholar)=6



Licença Creative Commons

Esta obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional