Você come formigas? Um estudo de caso de entomofagia na serra da Ibiapaba, Ceará, Nordeste do Brasil

Autores

  • Giovanna Aguiar Trevia Salgado Universidade Federal do Delta do Parnaíba
  • Ana Gabriela Aguiar Trevia Salgado Salgado Universidade Federal do Delta do Parnaíba
  • Ygor Victor Ferreira Pinheiro Universidade Estadual do Maranhão
  • Cíntia Martins Universidade Federal do Delta do Parnaíba

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1981-1268.2023v17n3.67672

Resumo

Na serra da Ibiapaba, localizada no estado do Ceará, no Nordeste do Brasil, ainda é preservado o hábito de consumir um grupo de formigas popularmente chamadas de formigas tanajuras (Attini Smith, 1858). Desta forma, objetivou-se destacar se a antiga prática da entomofagia das rainhas das formigas cortadeiras nas cidades de Ibiapaba é preservada entre os jovens (18-28 anos), relacionando esta prática com a percepção da entomofauna pelos habitantes da região. Os dados foram coletados com moradores da região mediante uso de questionário sociodemográfico, teste de associação livre de palavras (TALP) e entrevista semiestruturada. Descrevemos que a entomofagia na serra da Ibiapaba está associada a fatores culturais, uma vez que a população não reconhece os benefícios advindos desse consumo, refletindo em percepções de repulsa por estes insetos, e que para o grupo de participantes, menos da metade ainda consome formigas. Destaca-se também, que o ato de recolher as formigas é uma atividade de confraternização entre familiares e amigos, mesmo àqueles que não lhes consomem. Esperamos que este estudo possa trazer informações que promovam reflexões, contribuindo para a redução de percepções negativas sobre entomofagia e insetos e a presença de tradições indígenas na sociedade moderna.

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Publicado

2024-01-24

Como Citar

SALGADO, G. A. T. .; SALGADO, A. G. A. T. S. . . . .; PINHEIRO, Y. V. F.; MARTINS, C. Você come formigas? Um estudo de caso de entomofagia na serra da Ibiapaba, Ceará, Nordeste do Brasil. Gaia Scientia, [S. l.], v. 17, n. 3, p. 57–73, 2024. DOI: 10.22478/ufpb.1981-1268.2023v17n3.67672. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/gaia/article/view/67672. Acesso em: 14 abr. 2024.

Edição

Seção

Ciências Ambientais