Homossexualidade masculina nos prontuários do Sanatório Pinel, 1920-1940: um estudo de compreensão dos dispositivos de controle social
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1809-4783.2020v30n1.45108Resumen
Objetivou-se compreender como a partir do desemaranhar das linhas componentes do dispositivo de controle social, sob o viés da patologização, componente da tríade pecado-crime-doença foi constituído o universo discursivo acerca das homossexualidades, tomando por alicerce as representações das homossexualidades masculinas a partir dos relatos (prontuários) produzidos por profissionais da saúde vinculados ao sanatório Pinel no período compreendido entre os anos de 1920-1940. Ressalta-se que o comportamento e as percepções do corpo de tais pacientes foram identificados e classificados com o intuito de controlar e justificar a retirada de tais sujeitos do convívio social, sob uma égide discursivamente patologizante. Metodologicamente propôs-se a construção de uma cartografia de documentos com o intuito de identificar segundo Rolnik (1989) paisagens psicossociais, políticas e afetivas. Diante disso, propôs-se adentrar a esfera das discussões de gênero, situando-se teórico-metodologicamente em perspectiva discursivo-desconstrucionista, recorrendo aos estudos pós-estruturalistas de base foucaultiana e também à análise do discurso de orientação Francesa além da relação com as teorizações queer. Logo, se pode compreender que o dispositivo que se transforma e ressignifica de maneira a sobreviver e melhor servir aos desejos dos grupos hegemônicos, se alastrando de forma a tornar impossível que o ser não seja tido como sujeito em sua natureza, criando um sistema excludente e coercitivo que ainda vigora onde os discursos das instituições (Igreja, Estado, entre outras) ecoam e certificam a atuação e manutenção dos dispositivos históricos de controle social, fazendo com que os mesmos sejam introjetados pela sociedade gerando assim sujeitos dóceis e produtivos.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Los autores/as que publican en esta revista aceptan los siguientes términos:
a) Los autores/as conservan los derechos de autor y ceden a la revista el derecho de primera publicación, con el trabajo registrado simultáneamente bajo la Licencia Creative Commons Atribución 4.0 Internacional (CC BY 4.0), que permite compartir el trabajo con el reconocimiento obligatorio de la autoría y de la publicación inicial en esta revista.
b) Los autores/as están autorizados a asumir contratos adicionales por separado para la distribución no exclusiva de la versión del trabajo publicada en esta revista (ej.: publicar en un repositorio institucional o como capítulo de libro), siempre que exista el reconocimiento de la autoría y de su publicación inicial en esta revista.
c) Los autores/as tienen permiso y son incentivados/as a publicar y distribuir su trabajo en línea (ej.: en repositorios institucionales o en su página personal) solo después de la publicación oficial del artículo por parte de la revista, preservando así el anonimato de la revisión doble ciego. Este intercambio posterior tiene el potencial de aumentar el impacto y la citación del trabajo publicado.

