Antonio Candido no espelho
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1517-3100.2026v1n2.77476Palavras-chave:
Antonio Candido, violência, metateoria, BranquitudeResumo
Em um exercício de debate desconstrutor, metacrítico e metateórico, retomo Antonio Candido, buscando entender, a partir do signo da Branquitude, como o modo seu modo de leitura, ao lidar com a diferença, principalmente a racial, transforma o exercício crítico em um mecanismo de supressão da diferença, de acordo com a perspectiva formada pelo autor uspiano, traduzindo a escrita da história como a aceitação da escrita do tempo a partir do recorte focado exclusivamente na narrativa embranquecida da Modernidade. Assim, “violência” se torna quase um sinônimo da historiografia de Candido, como buscarei propor. É só entendendo o ritmo de Candido que poderemos, assim, não supor sua superação, mas entender os dilemas e os ditames que ainda são carregados a partir de seu nome ou, até mesmo, em respostas críticas ao seu método. Para isso, usarei como exemplo a leitura de Candido para os diários de Lima Barreto, buscando não propor que, dado os problemas apontados na leitura, poderíamos inocular o texto de Candido por ver nele algo de problemático mas, sim, encarando-o como problemático, que passemos a ler o autor uspiano em uma outra chave, a de sua branquitude, não a partir de seus Humanismos ou Marxismos.
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