AS REDES DE PAÍSES IMPORTADORES DAS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS BRASILEIRAS NOS ANOS DE 2010 A 2014

Autores

DOI:

https://doi.org/10.23179/g&a.v7i1.37333

Palavras-chave:

Exportação. Pequenas e Médias Empresas. Internacionalização. Redes.

Resumo

As pequenas e médias empresas, por serem menores, acreditam que não podem se inserir no mercado internacional. Entretanto, esta percepção pode ser revogada dentro das empresas, principalmente as brasileiras; pois com um país com uma economia atualmente instável é preciso repensar as estratégias e aumentar o marketshere. Neste sentido, a exportação pode ser uma importante alternativa. Esta pesquisa visa analisar as redes de países importadores das PMEs no Brasil durante os anos de 2010 a 2014 por meio da identificação dos principais países de destino dos seus produtos e quais foram os valores FOB dólar de exportação durante os anos investigados. Trata-se de uma pesquisa descritiva com abordagem qualitativa, com dados coletados na plataforma AliceWeb. Os principais resultados apontam que as PMEs possuem os Estados Unidos e Argentina como principais países de destino. Foi verificado que há certa similaridade ao longo dos anos analisados tanto pelas pequenas, quanto as médias empresas. É preciso maior esforço para crescimento da participação destes dois portes de empresas nas exportações brasileiras, além de diversificar mais os países que elas interagem.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Flávia Braga Chinelato, Universidade FUMEC

Doutoranda em Administração. Mestrado em Administração na Universidade FUMEC. Especialista em Gestão Estratégica de Marketing, Gestão de Logística e Produção e Gestão de Negócios. Graduada em Administração com Habilitação em Comércio Exterior pelo Centro Universitário UNA. Professora de pós-graduação, cursos de extensão e curta duração. Orientadora de trabalho de conclusão de curso nos cursos de pós-graduação. Profissional certificada pelo Instituto Cervantes (Espanha) no ano de 2009 com espanhol nível Superior. Experiência na área de Comércio Internacional, gestora dos projetos de exportação de ferramentas manuais e café gourmet, com diversas participações em feiras, missões e rodadas de negócios internacionais com Alemanha, Argentina, Canadá, África do Sul entre outros. Articulista sobre temas de marketing, logística e comércio exterior. Vivência internacional no Peru.

Fabio Corrêa, Universidade FUMEC

Doutorando em Sistemas de Informação e Gestão do Conhecimento pela FUMEC com projeto de proposição de metodologia e indicadores para o setor elétrico brasileiro, cunhado pelas teorias de capacidades dinâmicas e gestão do conhecimento. Mestrado em Sistemas de Informação e Gestão do Conhecimento pela FUMEC (2014). Possui MBA em Engenharia de Software e Governança de Tecnologia da Informação pela FUMEC (2009) e Graduação em Sistemas de Informação pela Faculdade COTEMIG (2008). Atualmente é Professor do Curso de Graduação da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ), nas disciplinas de Algoritmos e Estrutura da Dados, Programação de Computadores, Editoração Gráfica e Eletrônica, Introdução a Sistemas de Informação e Introdução a Computação. Tem experiência na área de Ciência da Computação, com ênfase em Sistemas de Informação, e Ciência da Informação, com ênfase em Gestão do Conhecimento.

Eric de Paula Ferreira, Universidade FUMEC

Bacharel em Sistemas de Informação pela FAI - Centro de Ensino Superior em Gestão, Tecnologia e Educação (2008) e bolsista de iniciação cientifica pela FAPEMIG (2007), pós graduado em Gestão de TI pelo IETEC - Instituto de Educação Tecnológica, MBA em Administração de Projetos com Ênfase em TI pelo IETEC - Instituto de Educação Tecnológica, Mestre em Sistemas de Informação e Gestão do Conhecimento pela Universidade FUMEC e Doutorando em Sistemas de Informação e Gestão do Conhecimento pela Universidade FUMEC. Trabalha como gerente de projetos na empresa AXXIOM - Tecnologia e Inovação e é professor da disciplina de Algoritmos no curso de Engenharia Civil na FEAD.

Referências

ALICEWEB. Disponível em: < http://aliceweb.mdic.gov.br/ >. Acesso em: 20 maio 2015.

ALVES, J. N. et al. Redes de cooperação de pequenas e médias empresas: os fatores competitivos aplicados em uma rede de imobiliárias. Revista Gestão e Regionalidade, v. 26, n.78, p. 18-35, set./dez. 2010.

ALVES, P. S. M. Estruturação, gestão e governança de redes de pequenas e médias empresas: um estudo no varejo farmacêutico da região metropolitana de Belo Horizonte. 96 f. Dissertação (Mestrado em Administração) – Faculdade de Administração, Universidade FUMEC, Belo Horizonte, 2008.

ANDERSEN, O. On the Internationalization Process of Firms: A Critical Analysis, Journal of International Business Studies, v. 24, n. 2, p. 209-231, 1993.

ANDERSSON, S.; WICTOR, I. Innovative Internationalisation in New Firms: Born Globals – the Swedish Case. Journal of International Entrepreneurship, v.1, p. 249-276, 2003.

BELL, J. The internationalization of small computer software firms: A further challenge to “stage” theories. European Journal of Marketing, v. 29, n. 8, p. 60–75, 1995.

BELL, J.; CRICK, D.; YOUNG, S. Small firm internationalization and business strategy: an exploratory study of 'knowledge-intensive' and 'traditional' manufacturing firms in the UK. International Small Business Journal, v. 22, n. 1, p. 23-56, 2004.

BILKEY, W. J.; TESAR, G. The export behavior of smaller sized Wisconsin manufacturing firms. Journal of International Business Studies, v. 3, 1977.

BONACCORSI, A. On the Relationship between Firm Size and Export Intensity. Journal of International Business Studies, v. 23, p. 605-635, 1992.

BOTER, H.; HOLMQUIST, C. Industry characteristics and internationalisation processes in small firms, Journal of Business Venturing, v. 11, p. 471–87, 1996.

BRUTON, G. D. et al. State-owned enterprises around the world as hybrid organizations. Academy of Management Perspectives, v. 29, n. 1, p. 92–114, 2015.

CASTELLS, M. A sociedade em rede. 2. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

CHILD, J.; RODRIGUES, S.B.; FRYNAS, G. Psychic distance, its impact and coping modes: Interpretations of SME decision makers. Management International Review, v. 49, n. 2, p. 199-224, 2010.

CHOUDHURY, P.; KHANNA, T. Toward resource independence – Why state-owned entities become multinationals: An empirical study of India’s public R & D laboratories. Journal of International Business Studies, v. 45, n. 8, p. 943–960, 2014.

COVIELLO, N. E. Internationalizing the Entrepreneurial High Technology, Knowledge- intensive Firm. PhD Thesis, Department of Marketing, University of Auckland, New Zealand, 1994.

CRESWELL, J. W. Projeto de Pesquisa. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.

CRICK, D.; JONES, M.V. Small high-technology firms and international hightechnology markets. Journal of International Marketing, v. 8, p. 63-85, 2000.

CUERVO-CAZURRA, A. et al. Governments as owners: State-owned multinational companies. Journal of International Business Studies, v. 45, n. 8, p. 919–942, 2014.

CUI, L.; JIANG, F. State ownership effect on firms’ FDI ownership decisions under institutional pressure: A study of Chinese outward-investing firms. Journal of International Business Studies, v. 43, n. 3, p. 264–284, 2012.

GIBB, A. SCOTT, M. Strategic awareness, personal commitment and the process of planning in the small business. Journal of Management Studies, n. 22, p. 597-631, 1985.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

GRANDORI, A.; SODA, G. Inter-firm networks: antecedents, mechanisms and forms, Organization Studies, v. 16, n. 2, p. 183-214, 1995.

JOHANSON, J.; VAHLNE, J. E. The Internationalization Process of the Firm – a Model of Knowledge Development and Increasing Foreign Market Commitments. Journal of International Business Studies, v. 8, n. 1, p. 23-32, 1977.

LEONIDOU, L.C.; KATSIKEAS, C.S. The export development process: an integrative review of empirical models, Journal of International Business Studies, v. 27, Third Quarter, p. 517-51, 1996.

MADSEN, T. K.; SERVAIS, P. The internationalization of Born Globals: An Evolutionary Process? International Business Review, v. 6, n. 6, p. 561-583, 1997.

MINTZBERG, H. Patterns in strategy formation. Management Science. v. 24, n. 9, 1978.

MUSACCHIO, A.; LAZZARINI, S. G. Reinventing state capitalism: Leviathan in business, Brazil and beyond. Cambridge, MA: Harvard University Press, 2014.

NORDMAN, E. R.; MELÉN, S. The impact of different kinds of knowledge for the internationalization process of Born Globals in the biotech business. Journal of World Business, v. 43, n. 2, p. 171-185, 2008.

OLAVE, M. E. L.; NETO, J. A. Redes de cooperação produtiva: uma estratégia de competitividade e sobrevivência para pequenas e médias empresas. Gestão & Produção v.8, n.3, p. 289-303, 2001.

OVIATT, B.; MCDOUGALL P. P. Toward a theory of international new ventures. Journal of International Business Studies, v. 25, n. 1, p. 45-64, 1994.

RICUPERO, R.; BARRETO, F. M. A importância do investimento direto estrangeiro do Brasil no exterior para o desenvolvimento socioeconômico do país. In: ALMEIDA, André (Org.). Internacionalização de Empresas Brasileiras: Perspectivas e Riscos. Rio de Janeiro: Campus, 2007.

RODRIGUES, S. B.; DIELEMAN, M. The internationalization paradox: Untangling dependence in multinational state hybrids. Journal of World Business, n. 53, p. 39-41, 2017.

SHUMAN, J. C.; SEEGER, J. A. The Theory and Practice of Strategic Management in Smaller Rapid Crowth Companies. American Journal of Small Business, v. 11, n. 1, p. 7-18, 1986.

SOUZA, G. H. S. et al. A influência das redes de cooperação no desenvolvimento de micro e pequenas empresas (MPES). Desenvolvimento em Questão, v. 13, n. 31, p. 259-294, 2015.

TIMMONS, J. A. Characteristics and role demand of entrepreneurship. American Journal of Small Business, v. 3, n. 1, p. 5-17, 1978.

VERNON, R. International investment and international trade in the product cycle. The quarterly journal of economics, p. 190-207, 1966.

Downloads

Publicado

2018-06-04

Edição

Seção

Artigos de Revisão