RELIGIÃO, TOLERÂNCIA E ESTADO NA FILOSOFIA POLÍTICA DE SPINOZA

Autores

  • Vitor Luiz Rigoti dos Anjos

DOI:

https://doi.org/10.7443/problemata.v8i2.31969

Palavras-chave:

Religião, Política, Autoridade, Tolerância, Estado

Resumo

Este artigo apresenta uma breve descrição do pensamento político de Spinoza, cuja doutrina filosófica, que tem como pano de fundo histórico os Países Baixos do século XVII e suas disputas teológicas e políticas, se propõe a minar a autoridade das paixões humanas que tornavam a realidade complexa e interminavelmente belicosa. Em seus dois tratados, Spinoza aborda a teologia e a política, de modo a retirar a vitalidade das ilusões religiosas falsamente baseadas na Bíblia e que, influenciando os políticos, permitia que existissem governos opressores aos próprios súditos, e a defender formas de governo racionalmente estruturadas, em que a religião e o Estado se complementam mutuamente sem perder energia com lutas pelo poder, ou seja, sem deixar de aplicar a Palavra de Deus – amor a Deus e ao próximo – em cada ato religioso e governamental.

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Biografia do Autor

Vitor Luiz Rigoti dos Anjos

Pós-graduado lato sensu em Filosofia e Ensino de Filosofia pela Faculdade Claretiano - Centro Universitário, em Vitória - ES

Licenciado em Filosofia pela Faculdade Padre João Bagozzi, em Curitiba - PR

Mestre em Engenharia Mecânica pela UFES, Vitória - ES

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Publicado

17-09-2017

Edição

Seção

Artigos