Biopolítica de la fe:
espiritismo y salud en la construcción del orden republicano
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1982-6605.2026v23n1.76780Resumen
Este artículo analiza la criminalización del espiritismo en el Brasil republicano a partir del artículo 157 del Código Penal de 1890, desde la perspectiva foucaultiana del poder disciplinario y del biopoder. Se propone comprender el espiritismo no solo como objeto de represión religiosa, sino como un campo de experimentación de una racionalidad penal y moral que articuló ciencia, derecho y medicina en la construcción del orden republicano. A través de la genealogía foucaultiana y del análisis histórico del discurso, se demuestra que la persecución de las prácticas mediúmnicas formó parte de un proyecto de gubernamentalidad orientado a la normalización de las creencias y a la gestión de las diferencias. La lectura de juristas como João Vieira de Araújo y Galdino Siqueira evidencia, por otro lado, las fisuras y resistencias internas al campo jurídico, revelando que el espiritismo constituyó un espacio de contraconducta y de afirmación de ciudadanía. Se concluye que la historia de esta criminalización ilumina la manera en que el Estado republicano produjo una economía política del alma, en la cual el poder de gobernar las creencias se convirtió en parte del poder de gobernar la vida.
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