A Anti-nostalgia nos romances A Brincadeira e A Ignorância de Milan Kundera
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2764-4251.2025.n2.77271Palavras-chave:
Milan Kundera, Nostalgia, Idílio, Epistemologia do RomanceResumo
O romance se configura como espaço para sondagem das possibilidades humanas. Partindo dessa premissa, este artigo objetiva o estudo das relações entre nostalgia e idílio nos romances A Brincadeira e A ignorância de Milan Kundera, compreendendo-se a anti-nostalgia como um dos fundamentos ontológicos do projeto estético/literário/filosófico do escritor. A metodologia de investigação é o serio ludere, a prática de decomposição do texto literário da Epistemologia do romance, que perscruta os fundamentos epistemológicos que movem a obra ou um conjunto de obras a partir da pergunta kantiana “o que eu posso saber?”. As hipóteses levantadas e os resultados obtidos neste artigo farão parte de um estudo maior sobre a presença da anti-nostalgia no conjunto de obras de Milan Kundera.
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