Reflexões sobre o gênero vídeo‑registros em Libras: uma perspectiva decolonial

Autores

  • Isaías dos Santos Ildebrand

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2026v22n5.78799

Palavras-chave:

Vídeo-registro. Gênero acadêmico. Libras. Decolonialidade. Multimodalidade.

Resumo

Este artigo analisa o vídeo-registro em Libras como gênero acadêmico emergente, discutindo como seus protocolos de produção e validação podem tensionar ou reproduzir estruturas colonialistas do conhecimento. Parte-se da ideia de que sua materialidade multimodal desafia paradigmas grafocêntricos da academia. Metodologicamente, realiza-se uma revisão reflexivo-crítica baseada na colonialidade do poder, no delinking epistêmico e na ecologia de saberes, articuladas às epistemologias surdas. Os resultados indicam que o vídeo-registro pode operar como prática de insurgência epistêmica, mas também reproduzir colonialidades quando submetido a critérios não adaptados às gramáticas visuoespaciais. Conclui-se que sua legitimação exige redefinir parâmetros de rigor científico a partir de referenciais surdos e decoloniais.

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Publicado

2026-05-21

Como Citar

Ildebrand, I. dos S. (2026). Reflexões sobre o gênero vídeo‑registros em Libras: uma perspectiva decolonial. Temática, 22(5), 57–72. https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2026v22n5.78799

Edição

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