Enquadramentos na cobertura jornalística da hanseníase: uma análise comparativa do portal G1

Autores

  • Carolina Gonçalves Pacheco
  • Patrícia Monteiro

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2026v22n5.78802

Palavras-chave:

Cobertura jornalística. Teoria do enquadramento. Hanseníase.

Resumo

Este artigo analisa a cobertura jornalística da hanseníase em quatro matérias publicadas pelo portal G1 em 2025, com o objetivo de compreender, à luz da teoria do enquadramento, como escolhas narrativas moldam a percepção social da doença. De abordagem qualitativa, descritiva e comparativa, a pesquisa é orientada pela análise de conteúdo jornalístico, considerando categorias de enquadramento e classificação das fontes. Os resultados indicam que a cobertura articula dados epidemiológicos, avanços terapêuticos, relatos pessoais e inovação científica, combinando informação técnica e narrativa humana. Contudo, observa-se limitada diversidade de vozes e tratamento superficial dos determinantes sociais e estruturais da hanseníase. Conclui-se que predominam enfoques biomédicos e político-institucionais, em detrimento de perspectivas amplas sobre os impactos sociais da doença, o que reforça a necessidade de práticas editoriais plurais e aprofundadas na abordagem de doenças negligenciadas.

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Publicado

2026-05-21

Como Citar

Pacheco, C. G., & Monteiro, P. (2026). Enquadramentos na cobertura jornalística da hanseníase: uma análise comparativa do portal G1. Temática, 22(5), 106–119. https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2026v22n5.78802

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