Colonialismo de dados e plataformização: análise das práticas de extração em redes sociais

Autores

  • Adriana Alves Rodrigues

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2026v22n8.80057

Palavras-chave:

Colonialismo de Dados. Plataformização. Modulação algorítmica.

Resumo

Este estudo investiga como as plataformas digitais Facebook, Instagram e TikTok operam estruturas de extração informacional na lógica colonial, articulando com os conceitos colonialidade difusa (Silva, 2021), modulação algorítmica (Silveira et al., 2021) e governamentalidade digital (Zuboff, 2019). Desde a análise de documentos institucionais, como termos de uso, políticas de privacidade e relatórios de transparência e da observação crítica das interfaces e dos fluxos algorítmicos, caracteriza-se que essas plataformas não só reúnem dados de maneira opaca e contínua, mas também reorganizam subjetividades, afetos e visibilidades no espaço digital mediado por lógica empresarial. No contexto da plataformização, essas práticas se intensificam, atualizando padrões coloniais nas retóricas da inovação e da eficiência. Em conclusão, quebrar o colonialismo dos dados demanda quebras epistemológicas e políticas, juntamente com regulatórias que garantam soberania informacional e equidade informacional.

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Publicado

2026-08-21

Como Citar

Rodrigues, A. A. (2026). Colonialismo de dados e plataformização: análise das práticas de extração em redes sociais. Temática, 22(8), 16–31. https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2026v22n8.80057

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