DA IDADE MÉDIA À RENASCENÇA: A VIGÊNCIA DE UMA REITERADA RUPTURA

  • Juan Ignacio Jurado-Centurión LOPEZ UFPB

Resumo

Segundo o professor Arturo Cornejo Polar (2000), na sua revisão dos sistemas literários como categorias históricas, somente a inoperância da historiografia tradicional pode explicar a necessidade que esta tem de delimitar os períodos artísticos dentro de uma estrita sucessão temporal marcada pela ruptura entre estes. Ruptura essa que termina por eliminar outras muitas possibilidades de abordagem. Assim, auspiciada pelo ideal do progresso, a Renascença, na perspectiva primitiva do pensamento humanista, passou a considerar o período imediatamente anterior como a nefasta idade das trevas, do empobrecimento cultural ou da ignorância. Até hoje esse ideal continua presente no imaginário coletivo e tem ajudado a fortalecer a ideia de examinar os dois períodos em questão de uma forma isolada que termina por eliminar as possíveis continuidades e a evidente presença do medievo na denominada Idade Moderna. Este trabalho pretende mostrar através de alguns exemplos literários e históricos como a Idade Média teve a sua particular Renascença(s) e como a Renascença conviveu com a Idade Média numa amigável harmonia.
Publicado
2016-01-11