Conhecimento, percepção e uso de animais categorizados como “insetos” em uma comunidade rural no semiárido do estado da Paraíba, Nordeste do Brasil

Autores

  • Ítalo F. Montenegro
  • Janderson Batista Rodrigues Alencar
  • Ernandes Fernandes Silva
  • Reinaldo Farias Paiva Lucena
  • Carlos Henrique Brito

Palavras-chave:

Conhecimento tradicional, etnoentomologia, entomofauna, semiárido

Resumo

A etnoentomologia busca entender a interação, a percepção e a vivência daspopulações humanas com os animais categorizados localmente como“insetos”. O presente trabalho buscou identificar as percepções e usos de animais considerados“insetos” pelos moradores da comunidade de São Francisco, localizada no município de Cabaceiras, Paraíba. A coleta de dados foi realizada com base em entrevistas semiestruturadas, que foram aplicados a 112 chefes domiciliares distribuídos em cinco povoamentos, seguido da visualização de álbum seriado para identificação das espécies citadas, durante o período de junho/2011 ajaneiro/2013. Registrou-se um total de 104 animais pertencentes à etnocategoria “inseto”. Os usos atribuídos a esses animais foram organizados em quatro categorias de uso, alimentício, medicinal, tecnológico (menos citada) e ecológico (mais citada). Também foram registradas percepções negativas e positivasa respeito desses animais. Os dados reforçam a tese de que a categoria etnozoológica “inseto” é construída culturalmente, uma vez que insetos e artrópodes de um modo geral são percebidos e classificados de acordo com sentimentos ambíguos, os quais vão de atitudes positivas (conservadora) a negativas (destrutiva). O termo “inseto” foi associado tanto a animais que pertencem à classe Insecta como a outros grupos de animais.

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Publicado

2015-01-21

Como Citar

MONTENEGRO, Ítalo F.; ALENCAR, J. B. R.; SILVA, E. F.; LUCENA, R. F. P.; BRITO, C. H. Conhecimento, percepção e uso de animais categorizados como “insetos” em uma comunidade rural no semiárido do estado da Paraíba, Nordeste do Brasil. Gaia Scientia, [S. l.], v. 8, n. 2, 2015. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/gaia/article/view/22712. Acesso em: 16 jan. 2022.

Edição

Seção

Ciências Ambientais

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