ESPAÇOS DE BRINCAR, TERRITÓRIO E MEMÓRIA:

CIGANOS CALON E INTERSEÇÕES ANTROPOLÓGICAS EM QUISSAMÃ - RJ E PENEDO - AL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.2447-9837.2025.n20.73115

Resumo

Este artigo examina como as práticas lúdicas infantis dos Calon, nas cidades de Quissamã (RJ), articulam-se às dinâmicas territoriais (Mura, 2017), de Penedo (AL), e aos regimes de memória (Pacheco de Oliveira, 2016), promovendo reflexões sobre a cidadania plena de grupos minorizados. Parte-se de uma abordagem metodológica que integra etnografia e fotoetnografia, incluindo observação participante, entrevistas semiestruturadas e análise documental, complementadas pelos registros visuais da vida cotidiana. Articulam-se os conceitos de “campo-brincante”, “criante-brincante” e “criante-narrante” (Autor(a)1, 2023), em diálogo com dados etnográficos do(a) Autor(a)2 (2023), para evidenciar o brincar como prática de resistência e de construção identitária. O estudo revela estratégias de afirmação cultural e ressignificação dos espaços urbanos, demonstrando que a apropriação simbólica de áreas públicas pelas crianças fortalece laços comunitários e contribui para a valorização de saberes tradicionais. Conclui-se que a dimensão lúdica amplifica vozes infantis e adultas na reivindicação de direitos, indicando a necessidade de políticas públicas sensíveis às especificidades étnico-culturais dos Calon. A fotoetnografia, ao registrar imagens e narrativas, reforça a importância de ações inclusivas que contemplem os múltiplos modos de ser e viver.

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 Imagem do acampamento de Mathias - Quissamã-Rj.  Acervo da pesquisadora Maria Marques, 2021.

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Publicado

2025-12-03

Edição

Seção

Dossiê formas de desigualdade e políticas de direito e reconhecimento