A kaxlanização dos afetos, por Delmar Penka

Autores

  • Gustavo Belisário Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal da Paraíba (PPGA-UFPB).

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.2447-9837.2025.n20.78285

Resumo

O ensaio analisa como sentir e expressar afetos, entendidos como componente constitutivo dos modos de vida (humanos e não-humanos), advém de uma convivialidade e que, por consequência, podem ser constituídos tanto por saberes ancestrais quanto por processos históricos de dominação (colonialismo, evangelização, capitalismo). O ensaio é de autoria de Delmar Penka, um jovem pesquisador e ensaísta de Chiapas, no México. Penka usa o conceito tseltal kaxlan — originalmente designando os outros não indígenas — para pensar a “kaxlanização dos afetos”: a interiorização de formas de sentir associadas ao mundo branco. Não partindo de nenhum julgamento moral maniqueísta sobre as práticas afetivas vindas do mundo não indígena, Delmar Penka aponta o problema da colonização como oriundo de uma falta de serendipidade afetiva, isso é, pouca disposição de aprender com as práticas em um caminho reverso de sua unilateralidade.

PALAVRAS-CHAVE: Afeto. Delmar Penka. México. Colonialismo.

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Fotografia de Frida Salazar, disponível em: https://fundaciontortilla.org/Cultura/maices_criollos_de_chiapas_y_la_agricultura_como_lo_cotidiano

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Publicado

2026-03-25