Pandemia, bioética e distanciamento social: Relação entre interesses coletivos e individuais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18012/arf.v7iesp.55342

Palavras-chave:

Bioética, Política, Bem comum, Pandemia, Pellegrino

Resumo

O objetivo deste trabalho é prover uma abordagem ética acerca da tensão entre interesses individuais e coletivos durante a pandemia do novo coronavírus. Esse conflito ocorre por causa das intervenções estatais através de medidas adotadas para contenção do contágio pela Covid19, como isolamento, bloqueio total, distanciamento social e uso de máscara em lugares públicos. Essas medidas têm sido vistas por muitos indivíduos como restrições que vão contra seus interesses pessoais, sobretudo quando se tratam de interesses econômicos ou de lazer. Para essa reflexão, serão resgatados os conceitos de política, eudaimonia e bem comum, e será apresentada a abordagem bioética dos aristotélicos Pellegrino e Thomasma acerca de porquê deveríamos defender o bem (nesse caso significando ʽsaúdeʼ) ao invés de direitos (individuais).

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Biografia do Autor

Daiane Martins Rocha, Universidade Federal de Rondônia

Doutora em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina, com pesquisa em Bioética no Kennedy Institute of Ethics, na Georgetown University (Washington, D.C.). É uma das organizadoras do livro Ensaios para o Ensino de Filosofia, autora do livro Cuidados Paliativos e Bem-estar no Fim da Vida, tradutora do livro Para o bem do paciente: a restauração da beneficência nos cuidados da saúde, e de algumas traduções e artigos relacionados ao pensamento de Wittgenstein, à Ética, Técnica, Ciência e Bioética na sociedade secular e ao ensino de bioética. Fez pós-doutorado na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). Professora Adjunta da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), campus de Cacoal e coordenadora do Grupo de Pesquisa Bioética na Amazônia.

Referências

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Arquivos adicionais

Publicado

2020-09-21

Como Citar

Martins Rocha, D. (2020). Pandemia, bioética e distanciamento social: Relação entre interesses coletivos e individuais. Aufklärung: Journal of Philosophy, 7(esp), p.37–50. https://doi.org/10.18012/arf.v7iesp.55342