Uma leitura ecofeminista de árvores, jardins e do orgânico em Aaron’s Rod

  • Terry Gifford Bath Spa University, Inglaterra e Universidad de Alicante, Espanha
  • Letícia N. Romariz M. Universidade Federal de Minas Gerais
Palavras-chave: Ecofeminismo, D. H. Lawrence, Alteridade, Imagética de plantas, Processo de Co-criação

Resumo

O romance Aaron’s Rod, de D. H. Lawrence é, para Robert Burden, “tradicionalmente lido como doutrinariamente antifeminista”. Em razão de ser principalmente um romance urbano, amplamente construído por meio do diálogo masculino, parece resistir a uma leitura ecofeminista. Mas, jardins, e especialmente árvores, são recorrentes no romance como locais associados a mulheres que testam a problemática consciência masculina de Aaron Sisson, o protagonista. Esses encontros com as mulheres e com a natureza parecem revelar que o enigma da natureza interior de Aaron está ligado à sua afinidade com o meio do mato [the wild], a individuação, a resiliência, a vida que desintegra na natureza exterior. Será que uma leitura ecofeminista do romance poderia oferecer novos insights à inquietação masculina de Aaron com a alteridade das mulheres e da natureza como algo inextricavelmente ligado a problemas de sua própria natureza íntima? Será possível que os conceitos ecofeministas desenvolvidos por Val Plumwood, Patrick Murphy e Greta Gaard podem oferecer novas leituras do romance?

Publicado
2020-07-17
Como Citar
GIFFORD, T.; N. ROMARIZ M. , L. Uma leitura ecofeminista de árvores, jardins e do orgânico em Aaron’s Rod. Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades, v. 29, n. 1, p. 139-156, 17 jul. 2020.
Seção
Dossiê literatura e ecologia: vozes feministas e interseccionais