INVISIBLE TIDES: fisherwomen’s rights and ILO Convention 169 on the Costa dos Corais
DOI:
https://doi.org/10.46906/caos.n36.76155.p174-194Keywords:
Artisanal fishing, fisherwomen, Convention 169, territorial rightsAbstract
This article analyzes how Convention 169 of the International Labour Organization (ILO) has been mobilized in Brazil to guarantee the rights of artisanal fisherwomen, focusing on the Costa dos Corais Environmental Protection Area (APACC). The research adopts a qualitative and exploratory approach, based on documentary and bibliographic analysis of institutional, normative, and academic sources, as well as materials from civil society organizations. The study investigates whether the Convention's principles, such as cultural diversity, prior consultation, self-determination, and the right to territory, are being effectively applied in the context of the APACC, especially through the actions of the Management Council (CONAPACC). The results indicate that, despite the relevance of the international framework, there is a gap between legal recognition and the reality experienced by the fisherwomen, highlighting challenges related to institutional invisibility, exclusion from decision-making processes, and the fragility of specific public policies.
Downloads
References
ALVAREZ, Sofia E. Engendering democracy in Brazil: women’s movements in transition politics. Princeton: Princeton University Press, 1990.
ANAYA, S. James. Indigenous peoples in international law. 2. ed. Oxford: Oxford University Press, 2004.
ANTUNES NETO, J.; SILVA, R. de O.; AMARAL, S. C. de S. Maré invisível e as mulheres na pesca artesanal: um estudo sobre o perfil laboral e a discriminação indireta na atividade pesqueira do Brasil. Revista Campo-Território, Uberlândia, v. 16, n. 43, p. 103–128, 2021. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/62618. Acesso em: 14 maio 2026.
BERKES, Fikret. Common property resources: ecology and community-based sustainable development. Londres: Belhaven Press, 1989.
BRASIL. Lei nº 13.879, de 27 de setembro de 2019. Institui a Política Nacional para as Mulheres Pescadoras. Diário Oficial da União, Brasília, 27 set. 2019. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13879.htm. Acesso em: 28 abr. 2025.
BRASIL. Lei nº 11.959, de 29 de junho de 2009. Dispõe sobre a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca. Diário Oficial da União, Brasília, 29 jun. 2009. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11959.htm. Acesso em: 28 abr. 2025.
BRASIL. Decreto nº 5.051, de 19 de abril de 2004. Promulga a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho - OIT sobre Povos Indígenas e Tribais. Brasília, DF: Presidência da República, 2004. Disponível em:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/decreto/d5051.htm. Acesso em: 14 maio 2026. (incluir nas referências)
CONECTAS. Consulta prévia, livre e informada: veja a importância da Convenção 169 da OIT para os indígenas. 26 abr. 2021. Disponível em: https://www.conectas.org/noticias/consulta-previa-livre-e-informada-veja-a-importancia-da-convencao-169-da-oit-para-os-indigenas/. Acesso em: 26 abr. 2025.
CONSELHO GESTOR DA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL COSTA DOS CORAIS – CONAPACC. Ata da 43ª Reunião Ordinária. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/mpa/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/conape/ata-das-reunioes/Atada43ReuniodoConape.pdf. Acesso em: 4 jul. 2025.
CONSELHO GESTOR DA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL COSTA DOS CORAIS – CONAPACC. Ata da 41ª Reunião Ordinária. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/biodiversidade/unidade-de-conservacao/unidades-de-biomas/marinho/lista-de-ucs/apa-da-costa-dos-corais/informacoes-da-unidade-de-conserva
cao/conselho-gestor/documentos-e-reunioes-do-conselho/2022/ata_41ro_conapacc_vf_3__1
_-1.pdf. Acesso em: 4 jul. 2025.
CUNHA, Manuela Carneiro da. Cultura com aspas e outros ensaios. São Paulo: Cosac Naify, 2009a.
CUNHA, Manuela Carneiro da. Políticas culturais e povos indígenas. São Paulo: Editora UNESP, 2009b.
DIEGUES, Antonio Carlos Sant’Ana. O mito moderno da natureza intocada. São Paulo: Hucitec, 2008.
FEIFEL, Bianca. Pescadores artesanais marcham em Brasília por direitos territoriais e justiça climática. Brasil de Fato, Brasília, 21 nov. 2024. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2024/11/21/pescadores-artesanais-marcham-em-brasilia-por-direitos-territoriais-e-justica-climatica/. Acesso em: 28 abr. 2025.
FLICK, Uwe. Introdução à pesquisa qualitativa. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.
FONSÊCA, E. S.; CRUZ, T. A. de L. da; DIAS, G. de A.; ARAÚJO, N. A. R. A.; OLIVEIRA, F. S. de. Implementação da convenção nº 169 da OIT, desafios e perspectivas para os povos indígenas e tribais. Cuadernos de Educación y Desarrollo, [S. l.] v. 16, n. 5, p. 1-15, 2024. Disponível em: https://ojs.cuadernoseducacion.com/ojs/index.php/ced/article/view/4206. Acesso em: 14 maio 2026.
HAWKINS, Darren; JACOBY, Wade. How agents matter. In: HAWKINS, Darren et al. (org.). Delegation and agency in international organizations. Cambridge: Cambridge University Press, 2008. p. 31-63.
HUGUENIN, Fernanda; MARTINEZ, Silvia. Mulheres da pesca: invisibilidade e discriminação indireta no direito ao seguro-desemprego. Revista Direito Público, Brasília, v. 18, n. 97, p. 660-668, 2021. Disponível em: https://www.portaldeperiodicos.idp.edu.br/direitopublico/article/view/5038. Acesso em: 14 maio 2026.
ICMBio. Relatório de síntese dos estudos sobre a APACC. Brasília: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/criacao-de-unidades-de-conservacao/lista-de-consultas-publicas/Relatorio_021270242_Sintese_Estudos_APACC_site.pdf. Acesso em: 28 abr. 2025.
INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE DE ALAGOAS (IMA-AL). Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (APACC). Dados Alagoas, Alagoas, 2023. Disponível em: https://dados.al.gov.br/catalogo/es/dataset/area-de-protecao-ambiental-costa-dos-corais-apacc. Acesso em: 28 abr. 2025.
KECK, Margaret E.; SIKKINK, Kathryn. Activists beyond borders: advocacy networks in international politics. Ithaca: Cornell University Press, 1998.
OFICINA INTERNACIONAL DO TRABALHO. Convenção 169 da OIT sobre povos indígenas e tribais: direitos, implementação e desafios. Genebra: OIT, 2009.
ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (OIT). Convenção nº 107 sobre populações indígenas e tribais. Genebra: OIT, 1957.
ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (OIT). Convenção nº 169 sobre povos indígenas e tribais. Genebra: OIT, 1989.
ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (OIT). Recomendações sobre o trabalho das mulheres na pesca artesanal. Genebra: OIT, 2010.
PIOVESAN, Flávia. Direitos humanos e o direito constitucional internacional. 9. ed. São Paulo: Saraiva, 2007.
SANTOS, M. O. S. dos .; MEDEIROS, A. C. L. V.; SILVA, E. S. da.; MACHADO, R. M.; GONÇALVES, J. E.; GURGEL, A. do M.; GURGEL, I. G. D. Vulnerabilidades socioambientais na pesca artesanal: desafios e conquistas para Territórios Saudáveis e Sustentáveis em Pernambuco. Saúde em Debate, Rio de Janeiro, v. 48, p. 1-18, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2358-28982024E18718P. Acesso em: 14 maio 2026.
SIMMONS, Beth A. Mobilizing for human rights: international law in domestic politics. Cambridge: Cambridge University Press, 2009.
SOUSA, Enilson Silva. A participação das mulheres na atividade pesqueira. Mares: Revista de Geografia e Etnociências, Rio Grande, RS, v. 4, n. 1, p. 19–26, 2022. Disponível em: https://revistamares.com.br/index.php/files/article/view/119. Acesso em: 14 maio 2026.
STAVENHAGEN, Rodolfo. Antropologia, direitos humanos e povos indígenas: entrevista com Rodolfo Stavenhagen. Sociedade e Cultura, Goiânia, v. 13, n. 1, p. 137-142, 2010. Disponível em: https://revistas.ufg.br/fcs/article/view/11180. Acesso em: 26 abr. 2025.
Published
Issue
Section
License
Copyright (c) 2026 Carolina Maia Lins

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
A Caos é regida por uma Licença da Creative Commons (CC): CC BY-NC 4.0, aplicada a revistas eletrônicas, com a qual os autores declaram concordar ao fazer a submissão. Os autores retêm os direitos autorais e os de publicação completos.
Segundo essa licença, os autores são os detentores dos direitos autorais (copyright) de seus textos, e concedem direitos de uso para outros, podendo qualquer usuário copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato, remixar, transformar e criar a partir do material, ou usá-lo de qualquer outro propósito lícito, observando os seguintes termos: (a) atribuição – o usuário deve atribuir o devido crédito, fornecer um link para a licença, e indicar se foram feitas alterações. Os usos podem ocorrer de qualquer forma razoável, mas não de uma forma que sugira haver o apoio ou aprovação do licenciante; (b) NãoComercial – o material não pode ser usado para fins comerciais; (c) sem restrições adicionais – os usuários não podem aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.
Recomendamos aos autores que, antes de submeterem os manuscritos, acessem os termos completos da licença (clique aqui).









