Agências Humanas e Não Humanas: reconfigurações da tradição da canção popular.

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Ricardo Lima

Resumo

O artigo apresenta uma investigação motivada pela percepção de que as formas hodiernas de fruição musical podem reconfigurar o sentido de certa tradição musical. O autor, envolvido com a pesquisa de gestualidades vocais, observou, ao longo de seu percurso, que a escuta de canções por meio de plataformas digitais aciona mecanismos de recomendação maquínicos que agenciam vínculos e estreitamentos estético-musicais. Surgiu, então, o interesse em compreender como tais vínculos constroem um nexo em relação a uma noção de tradição da canção brasileira, entendida a partir das propostas de Marcos Napolitano e Luiz Tatit. Apresentam-se, aqui, apontamentos provenientes da cartografia das controvérsias (Teoria Ator-Rede), que não oferecem respostas definitivas, dada a realidade semovente que experimentamos, mas nos colocam diante de uma realidade associativa que produz pertencimento por meio de uma agência não humana, capaz de reconfigurar o sentido da tradição da música popular brasileira.

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Referências

CORTEZ, Natália Moura Pacheco. Dinâmicas de circulação de músicas na ecologia midiática de streaming: semiose em redes híbridas. Belo Horizonte, 2016. 185 f. Tese de doutorado em Comunicação Social. Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, UFMG, Belo Horizonte, 2016.

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NAPOLITANO, Marcos. A síncope das ideias: a questão da tradição na música popular brasileira. 1a ed. – São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2007.

TATIT, Luiz. O Século da Canção. Cotia: Ateliê Editorial, 2008.