Agências Humanas e Não Humanas: reconfigurações da tradição da canção popular.
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Resumo
O artigo apresenta uma investigação motivada pela percepção de que as formas hodiernas de fruição musical podem reconfigurar o sentido de certa tradição musical. O autor, envolvido com a pesquisa de gestualidades vocais, observou, ao longo de seu percurso, que a escuta de canções por meio de plataformas digitais aciona mecanismos de recomendação maquínicos que agenciam vínculos e estreitamentos estético-musicais. Surgiu, então, o interesse em compreender como tais vínculos constroem um nexo em relação a uma noção de tradição da canção brasileira, entendida a partir das propostas de Marcos Napolitano e Luiz Tatit. Apresentam-se, aqui, apontamentos provenientes da cartografia das controvérsias (Teoria Ator-Rede), que não oferecem respostas definitivas, dada a realidade semovente que experimentamos, mas nos colocam diante de uma realidade associativa que produz pertencimento por meio de uma agência não humana, capaz de reconfigurar o sentido da tradição da música popular brasileira.
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Referências
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TATIT, Luiz. O Século da Canção. Cotia: Ateliê Editorial, 2008.