O ENSINO DA LIBRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL, MINHAS VIVÊNCIAS DIÁRIAS

  • Irakitan Bernardino Santos UFPB Virtual
  • Rosangela Ferreira Melo UFPB Virtual

Resumo

O presente trabalho é proveniente de minhas vivências diárias e aborda como tema “O ensino de Libras na Educação Infantil”, que é garantida pela legalização brasileira, conforme o art. 18 da Lei nº10. 098, de 19 de dezembro de 2000, a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, e decreto 5.626, de 22 de dezembro de 2002. Sabendo que a Lei já tem doze anos e observando as dificuldades encontradas que ainda não foram resolvidas mas na certeza que temos ainda um caminho longo e duro a prosseguir. Destacamos que, mesmo com tantas dificuldades, temos encontrado resultados positivos, como autor e co-autor deste trabalho na literatura pesquisada e na observação da história da educação do surdo em nossa cidade, além da experiência como professor de Libras (surdo), relato as vivências observadas no CREI - Professora Antonieta Aranha de Macedo. Destacando a importância do ensino de Libras na educação infantil, da convivência no ambiente escolar de alunos surdos com alunos ouvintes e destes com professor de Libras surdo, na busca de progressão linguística com interação, de um processo de ensino e aprendizagem de qualidade, que favoreça o desenvolvimento do aluno com a língua de sinais. Assim, torna-se mais fácil o trabalho do ensino de Libras, quando começa a desenvolver-se com crianças surdas e ouvintes na educação infantil. A criança surda aprende a sua língua materna, como primeira língua - LI, e a criança ouvinte aprender uma segunda língua - L2, ambas contribuem para desenvolver os conhecimentos culturais, a construção das identidades e os aspectos sociais da pessoa surda. A escolha do tema surgiu quando comecei a trabalhar na educação infantil e observar o desenvolvimento dos alunos surdos e ouvintes a interação entre eles.

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Publicado
2016-05-04
Como Citar
SANTOS, I. B.; MELO, R. F. O ENSINO DA LIBRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL, MINHAS VIVÊNCIAS DIÁRIAS. Letras & Ideias, v. 1, n. 1, p. 116-132, 4 maio 2016.
Seção
Artigos