Cenas dos próximos capítulos
as influências da tradição do folhetim na minissérie para televisão Presença de Anita
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2595-7295.2018v2n1.43578Resumo
Este artigo tem como objetivo investigar de que maneira a minissérie Presença de Anita, exibida pela Rede Globo em agosto de 2001 ao longo de dezesseis capítulos, distancia-se do romance homônimo de Mário Donato para reforçar a tradição do folhetim. A minissérie Presença de Anita trouxe para o grande público a descoberta de um romance e de um escritor que acabou sendo injustiçado e esquecido na/pela história da literatura brasileira. Após o sucesso da adaptação de Manoel Carlos, os livros de Mário Donato, anteriormente fora de circulação nas livrarias, voltaram a ser publicados. Isso posto, para esse trabalho, em um primeiro momento, apresentaremos um breve contexto histórico e teórico a respeito do folhetim, da radionovela, da telenovela, e da minissérie, nos guiando, principalmente, pelas pesquisas desenvolvidas por Marlyse Meyer (1996), Renato Ortiz (1991), Dominique Woton (1990) e Renata Pallottini (2012). Em seguida, analisaremos, através da minissérie Presença de Anita, como se deu a tradução do romance de Mário Donato para o formato do folhetim televisivo. Nas considerações finais, ofereceremos achados que nos farão compreender de que maneira o referido folhetim de Manoel Carlos, além de estabelecer vínculos com a alta cultura, funciona como um importante construto para a discussão de temas, a representação de tipos, e a disseminação de estilos e formas que, desde sua origem, tem muito de Brasil.
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