O Estado no fluxo do Streaming:

uma leitura da atuação do Brasil perante o mercado de vídeo por demanda a partir da teoria de Jürgen Habermas sobre as esferas públicas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1678-2593.2024v23n53.72880

Palavras-chave:

Esfera pública; Capitalismo de Plataformas; Diversidade das Expressões Culturais; Plataformas de Streaming.

Resumo

A presente pesquisa qualitativa aborda a problemática do mercado de vídeo por demanda, no Brasil, a partir da teoria de Jürgen Habermas. No desenvolvimento, emprega o método indutivo em análises documental e bibliográfica. Com efeito, a presença do Estado enquanto sujeito atuante na economia é relevante, em tempos de digitalidade, quando a concorrência de esferas públicas situadas em plataformas digitais, a contingência do processo de tecnicização, da vida em sociedade e da mercantilização da cultura ocorrem. Logo, identifica-se uma indústria midiática desmaterializada e digital, por meio da qual produtos e serviços são oferecidos ao consumidor, através de plataformas. Neste contexto, o caso particular das plataformas de vídeo por demanda e assinatura pode ser identificado como um fenômeno de esforço interventor do Estado brasileiro. Pela adoção axiológica da Convenção de Paris de 2005, ratificada pelo Decreto n°. 485/06, o Brasil assumiu o compromisso de promover um ambiente de fomento à diversidade cultural. Quanto às plataformas de Streaming, o Estado se apercebeu de um espaço de atuação relevante, buscando demarcar sua presença através da implementação de políticas públicas, dentre as quais se destaca o desenvolvimento de uma Plataforma Pública de Streaming.

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Biografia do Autor

Antonio Flavio Guerra Barreto Gomes de Freitas, Universidade Federal da Paraíba

Possui graduação em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco (2011), Especialização em Direito Tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (2014) Mestrado em Teoria do Direito e Dogmática Jurídica pela Universidade Federal de Pernambuco (2016). Doutorando em Direitos Humanos e Desenvolvimento, na linha de Teorias dos Direitos Humanos, no Programa de Pós-Graduação em Ciências Jurídicas da UFPB. Foi membro do Núcleo Docente Estruturante - NDE de Cursos de Bacharelado em Direito em Recife e Igarassu, entre os anos de 2019 a 2023. Tem experiência na área acadêmica do Direito com ênfase em: Direito Civil, Processual Civil, Penal e Processual Penal, Financeiro, Tributário. Na área acadêmica trabalha com ênfase nas Teorias Retóricas, Teorias da Argumentação Jurídica, Pragmatismo e Direitos Humanos.

Carlos André Maciel Pinheiro Pereira, Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)

Doutor em Filosofia do Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (PPGD/UFPE). Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (PPGD/UFRN). Especialista em Direito Tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (IBET). Bacharel em Direito pelo Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN). Professor Efetivo da Unidade Acadêmica de Direito do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Advogado. Autor das obras jurídicas "Jurisdição procedimental: o agir comunicativo da opinião pública através do amicus curiae", "Dez lições de filosofia jurídico-política", "Linhas introdutórias de teoria do direito", "Fundamentais do Direito: Habermas", "O princípio da cooperação processual e a razão comunicativa" e do livro de poesia "Azul Cerúleo". Membro da Associação Norte-Nordeste de Professores de Processo (ANNEP) e do Instituto Brasileiro de Direito Processual (IBDP). Membro das Comissões de Eventos Culturais, Jurídicos e Publicações e de Direito Processual Civil da OAB/RN - Triênio 2025/2027.

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Publicado

2025-08-26

Como Citar

GUERRA BARRETO GOMES DE FREITAS, Antonio Flavio; MACIEL PINHEIRO PEREIRA, Carlos André. O Estado no fluxo do Streaming: : uma leitura da atuação do Brasil perante o mercado de vídeo por demanda a partir da teoria de Jürgen Habermas sobre as esferas públicas. Prim Facie, [S. l.], v. 23, n. 53, 2025. DOI: 10.22478/ufpb.1678-2593.2024v23n53.72880. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/primafacie/article/view/72880. Acesso em: 18 jan. 2026.